ARCOmadrid. Museu Rainha Sofia compra duas obras da portuguesa Ana Jotta

De acordo com a primeira lista de aquisições divulgada, esta sexta-feira, pela organização da ARCOmadrid, o Museo Nacional Rainha Sofia “reforça a coleção” com compras de “26 obras de 18 artistas”, entre os quais Ana Jotta, representados por galerias presentes na feira, numa escolha feita “com assessoria” dos curadores Fernanda Brenner e Andrea Bellini.

De acordo com a Galeria Miguel Nabinho, que representa a artista, o museu de arte contemporânea de Madrid escolheu duas obras da série ‘September Song’, composta por cerca de uma dúzia de diferentes quadros, exposta pela primeira vez no ano passado, em Lisboa.

As imagens publicadas no Instagram da galeria indicam que a escolha do museu espanhol recaiu em ‘September Song #5’ e ‘September Song #7’, dois quadros a acrílico e ponta de feltro sobre ecrã de projeção, com dimensões entre 101 e 170 centímetros, através dos quais se organiza uma composição sobre chapéus-de-chuva/sombrinhas de inspiração japonesa, num possível díptico a cor e a preto e branco.

Os valores desta aquisição não foram divulgados mas, segundo a organização da feira de arte Madrid, sobe a perto de 400 mil euros o valor investido pelo Museo Rainha Sofia nesta edição da ARCO, envolvendo igualmente peças de artistas como Cecilia Bengolea, Gabriela Bettini, Diego Del Pozo, Ana Esteve Reig, Lea Lublin, Jaume Sans, Rosa Torres e Joaquín Torres-García.

Com as “26 obras de 18 artistas” adquiridas, o Museu Rainha Sofia é a entidade com o maior volume de compras feitas ao fim do primeiro dia de abertura da feira ao público, acima da Fundação ARCO (seis obras) e do Conselho Internacional da Fundação ARCO (três), do Ayuntamiento de Madrid (seis), do Museu de Arte Contemporânea de Buenos Aires (uma) e da Fundação Helga de Alvear, do Museu de Arte Contemporânea de Cáceres (três), que optou pelo histórico Fernand Léger (1881-1955).

O Museu Thyssen-Bornemisza, segundo o comunicado da organização da ARCO, adquiriu quatro obras de quatro artistas contemporâneos: Jumana Manna, Nicole Miller, Daniel Otero Torres e Sandra Vásquez de la Horra.

Ana Jotta nasceu em Lisboa, em 1946, onde vive e trabalha. Estudou na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e na École de Arts Visuels et d’Architecture de l’Abbeye de la Cambre, em Bruxelas.

Iniciou o percurso artístico como actriz (1969-1980), mas a sua actividade acabou por se centrar nas artes visuais, sobretudo desde meados dos anos de 1980, tendo participado em exposições internacionais em Madrid, Bruxelas, Joanesburgo, Barcelona, entre outras cidades.

Em 2005, fez uma retrospetiva no Museu de Serralves, destacando-se ainda as mostras individuais “A Conclusão da Precedente”, na Culturgest, em 2015, e “Bónus”, em 2017, numa extensão temporária do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa.

Foi distinguida com o Prémio Associação Internacional de Críticos de Arte, na área das artes visuais, em 2014, e venceu o Grande Prémio Fundação EDP Arte em 2013.

Está representada em coleções públicas e privadas de entidades como Fundação EDP, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Fundação de Serralves e Fundação ARCO Espanha.

A 42.ª edição da ARCOmadrid decorre até domingo, e regressou este ano a níveis de participação pré-pandemia, com 211 galerias de 36 países, incluindo 17 portuguesas.

A ARCOmadrid, uma iniciativa com dupla natureza, sendo em simultâneo um espaço comercial e um espaço cultural, dedicou os primeiros dois dias exclusivamente a profissionais e abriu hoje à tarde as portas ao público em geral.

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