"Cantar nos Óscares é inesquecível. Depois chorei meia hora nos camarins"

Sebastián Yatra nasceu na Colômbia, em 1994, e rapidamente mostrou o seu interesse pela música. Na adolescência, que passou nos Estados Unidos, partilhou a paixão pela música e pelo futebol, mas acabou por seguir o seu coração.

Aos 19 anos, chegou ao top de vários países da América Latina com ‘El psicólogo’. O sucesso internacional chegaria três anos depois, em 2016, com ‘Traicionera’. Desde então, assumiu-se com um dos nomes mais conhecidos da música latina e venceu vários prémios internacionais, entre os quais ‘Melhor Música Pop’ e ‘Melhor Álbum Pop’ do Latin Grammy.

O mais recente single ‘Vagabundo’ foi lançado no mês passado e conta já com mais de 20 milhões de visualizações no YouTube e 47 milhões de ‘streamings’ no Spotify. 

O Notícias ao Minuto falou com Sebastián Yatra a propósito do lançamento da nova música. Numa conversa, por e-mail, o cantor colombiano contou-nos também como tem sido o seu trajeto na música e o que o distingue de outros cantores. 

Lançou recentemente a música ‘Vagabundo’. O que nos pode contar sobre ela?

É uma canção super especial, com uma energia super positiva. É uma canção de verão, um merengue e um ritmo incrível que vos vai colocar a dançar sozinhos e acompanhados. Trabalhei com Beéle e Manuel Turizo, que são dois artistas colombianos que admiro muito.

Já passou algum tempo desde o lançamento do seu primeiro hit, ‘Traicionera’, em 2016. O que mudou na sua música desde então?

Acredito que evoluí imensamente desde ‘Traicionera’. A minha essência continua a mesma, mas estou muito contente com a minha forma de ver a vida e da perceção que tenho agora das coisas. Agora, por exemplo, nunca escreveria uma canção com “traicionera, mentirosa” [“traiçoeira, mentirosa”, em português]. Mas estou orgulhoso do meu percurso e do que alcancei. 

Que mensagem tenta transmitir através da sua música?

As minhas músicas têm sempre o objetivo de deixar algo a quem as está a ouvir. Creio que as músicas são muito bonitas quando têm mensagens e sensações transformadoras, que te aproximem do amor. 

A música ‘Dos Oruguitas’ foi nomeada para um Óscar e teve a oportunidade de atuar na gala do ano passado. Como foi essa experiência?

Cantar nos Óscares é algo – e não podia usar melhor a palavra – inesquecível. Pelo menos para mim. Depois do espetáculo, chorei durante meia hora nos camarins.

Já venceu vários prémios, incluindo dos Latin Grammy, e é apontado com um dos maiores nomes da música latina atualmente. O que o distingue de outros artistas?

Acho que encontrei o meu selo pessoal na música, dentro do meu próprio género. Não canto nenhum género em específico porque gosto de boas canções e procuro sempre escrever uma música que não tenha sido escrita antes e que ninguém tenha ouvido. É um grande objetivo para mim porque quero que as canções lançadas por mim provoquem uma emoção muito específica, muito única e muito especial a quem as ouve. Quero que lhes dê algo bonito. Quero que as letras tenham valor. Quero que as minhas músicas sejam um reflexo de quem eu sou como pessoa, que reflitam os meus valores.

Cresceu entre a Colômbia e os Estados Unidos. Que influência têm estes países na sua música?

Sinto a Colômbia e os Estados Unidos ambos como casa. A Colômbia impactou a minha música porque canto e escrevo em espanhol. Admiro muito um monte de artistas colombianos que mudaram o mundo e que tiveram um grande impacto na cultura, mudando a música espanhola.

Os Estados Unidos também têm impacto na minha música porque faço músicas em espanhol, mas com melodias que se ouviriam mais em inglês. Às vezes também faço a melodia em inglês e troco a letra para espanhol

E no futuro… O que podemos esperar de Sebastián Yatra?

Podem esperar qualquer coisa. Sempre dentro dos parâmetros do respeito e do amor.

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