Cláudia Pascoal. Com ‘Nasci Maria’ "quis dar um abanão ao patriarcado"

A 57.ª edição do Festival da Canção começa já no próximo sábado, dia 25 de fevereiro. No total, são 20 os concorrentes a querer representar Portugal na Eurovisão, em Liverpool.

O Notícias ao Minuto falou com todos os artistas em competição e Cláudia Pascoal é uma das grandes promessas da competição.

Segundo a RTP, Cláudia Pascoal é natural de uma pequena aldeia minhota, Arco de Baúlhe, uma característica que tem sido base da sua identidade artística.

De momento, está a preparar o seu segundo álbum, produzido por David Fonseca, “com edição prevista para o primeiro trimestre deste ano”. Este trabalho “foi inteiramente escrito e composto” pela jovem artista, “fazendo dela uma das cantautoras mais promissoras da sua geração”.

Esta não é a primeira vez que Cláudia Pascoal sobe ao palco do Festival da Canção, tendo, em 2018, vencido a competição na qualidade de compositora com ‘O Jardim’, ao lado de Isaura.

No sábado, apresenta-se novamente na competição. Ao Notícias ao Minuto, afirma que quer mostrar o seu “verdadeiro eu” e, com a sua canção, quer “educar sobre a necessidade da negação à subjugação de quem se afirma mulher”.

Porque é que quis participar no Festival da Canção?

Fizeram-me o convite e claro que aceitei. É uma honra gigante darem-me a oportunidade para apresentar o meu novo trabalho e fazer parte de um evento no qual já me fez tão feliz no passado.

Já era fã do Festival da Canção? E da Eurovisão?

Sim.

Qual é para si a melhor música de sempre do Festival da Canção?

Todos os anos faço a seleção da minha favorita e todos os anos conheço um novo projeto musical de que fico muito fã. Este ano vai acontecer novamente, sem dúvida nenhuma.

Que mensagem transmite a música ‘Nasci Maria’?

É uma música que segue na continuidade do meu álbum, ou seja, um tributo à nossa tradição. Mas especificamente para este tema o meu objetivo sempre foi falar sobre o que é ser mulher. Quis dar um abanão ao patriarcado e educar sobre a necessidade da negação à subjugação de quem se afirma mulher.

Consegue levantar um pouco o véu de como será a atuação?

Vou lavar roupa e mais não digo!

Como estão a correr os ensaios? Com que frequência ensaia?

Estão a correr muito bem. Ensaios, para mim, não é só com quem vou partilhar palco, mas também todo o planeamento à volta da atuação. Câmaras, luz, coreografia, roupa…. Portanto, posso assegurar que tem sido um ‘ensaio’ diário.

De que forma olha para as restantes canções e intérpretes desta edição do Festival?

Mais uma vez vou pisar este palco com a honra gigante de estar ao lado de muitos artistas que admiro! Alguns deles, amigos próximos, por isso, sinto-me em casa e sinto-me muito contente por estar ao lado de quem gosto.

Quais são as suas expetativas face à participação no Festival da Canção? O que seria um bom resultado?

A minha expectativa está cumprida, na verdade. O que ambicionava desta participação era apresentar-me, mostrar a minha identidade, o meu projeto e conhecerem o meu verdadeiro eu.

Depois da participação no Festival da Canção, o que se segue?

O lançamento do meu segundo álbum! Estou muito entusiasmada para mostrar o que andei a fazer durante dois anos com o inacreditável David Fonseca. É o primeiro álbum de autoria total minha, por isso estou muito entusiasmada com a ideia de quem ouvir este álbum passar a conhecer-me muito melhor.

Que portas é que acha que o Festival da Canção pode abrir para o seu futuro?

Espero honestamente que vá trazer novas colaborações musicais. Da última vez foi exatamente isso que aconteceu e cresci imenso com isso. Por isso, ambiciono continuar a trabalhar e a crescer com quem admiro.

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