Clube Estefânia acolhe peça de Ondjaki e ‘A morte de Abel Veríssimo’

Com produção de Um coletivo, “Ombela” é pensado como um objeto para ouvir, “como uma história que é contada para sentir corpo adentro, de mão dada com o som e os olhos vendados”, refere a nota de apresentação da peça, da companhia Escola de Mulheres.

O espetáculo baseia-se no livro homónimo de Ondjaki, no qual o poeta e escritor angolano aborda o mito da origem da chuva.

A obra conta a história da deusa Ombela, que significa chuva em umbundo, que aprendeu a fazer chover usando as suas próprias lágrimas.

A interpretar “Ombela”, que sobe ao palco da sede da companhia Escola de Mulheres no dia 08, às 20:00, vão estar Cátia Terrinca, Herlandson Duarte, João P. Nunes e Mariana Bragada.

De 17 a 20, a companhia dirigida por Marta Lapa acolhe “A morte de Abel Veríssimo”, uma peça de Pedro Saavedra.

A ação desta peça situa-se em 1860 quando nas margens no mar de Mármara, à vista da Tróia de Aquiles e Heitor, Abel C. Veríssimo decidiu voltar a casa, de onde fora expulso oito anos antes.

A morte do pai era o que prendia Abel Veríssimo à ideia de retornar a sua casa, agora em ruínas e onde todos o esperam para continuar a obra do pai.

Num Portugal profundo e longe da Europa, onde ser, como se era na verdade, era apenas uma mentira para os mais afortunados, Abel Veríssimo, o protagonista da trama, é um herói romântico, na tradição de Goethe ou Garrett, que tenta ser o melhor de dois mundos e que nunca triunfa.

A ação da peça atravessa duas décadas durante as quais o protagonista surge como um homem dividido entre o amor aos homens e o amor a Deus, entre a morte do pai e o futuro de uma casa em ruínas.

Com texto e encenação de Pedro Saavedra, “A morte de Abel Veríssimo” tem interpretação de Eduardo Molina, Ivone Fernandes-Jesus, Ma´rio Coelho, Ma´rio Redondo, Miguel Ponte e Teresa Vaz.

Os figurinos são de Cláudia Ribeiro, a banda sonora, de Fred Ferreira, o desenho de luz, de Paulo Sabino e, a sonoplastia, de Rui Miguel.

“A morte de Abel Veríssimo” é a terceira criação de Pedro Saavedra para a companhia O Fim do Teatro, uma estrutura criada em 2019.

A peça estará em cena de 17 a 20 de junho, com sessões de quinta-feira a domingo, às 20:00.

Este mês, a Escola de Mulheres apresentará ainda, no dia 26, mais uma edição da iniciativa “Da voz humana”, um ciclo de leituras que celebra este ano nove anos. A sessão de dia 26 é dedicada à autora Maria Quintans.

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