De Chastain à chapada de Will Smith e "magia" de Ariana DeBose

“Ainda não consigo acreditar que estou a segurar num Óscar”, afirmou Jessica Chastain, consagrada pelo papel principal em “Os Olhos de Tammy Faye”, olhando repetidamente para a estatueta. 

“Esta é a primeira vez que pego num Óscar”, disse, revelando que sempre se tinha recusado a tocar num por superstição. 

Chastain recordou como comprou os direitos da história de Tammy Faye há dez anos, e sublinhou o “enorme significado” de ser distinguida por um filme que fez acontecer. 

“É muito especial fazer parte de um filme que corrige uma injustiça e reexamina uma vida”, afirmou a atriz, revelando que trocou mensagens com os filhos de Faye durante a cerimónia.

“É um momento bonito e significa muito para mim em termos da minha profissão, mas também em termos da minha vida e do que estou a pôr no mundo”. 

Jessica Chastain foi uma das últimas vencedoras a passar pela sala de entrevistas, e quando os jornalistas esperavam pela chegada de Will Smith foram informados de que o vencedor do Óscar de Melhor Ator não iria responder a perguntas e já tinha abandonado o Dolby Theatre. 

Smith, que venceu o Óscar pelo papel em “King Richard – Para Além do Jogo”, protagonizou o momento mais chocante da noite quando bateu em Chris Rock. 

O comediante ia apresentar o Óscar para Melhor Documentário e fez uma piada sobre Jada Pinkett Smith, mulher de Will Smith, ser a “G.I. Jane” por causa da sua cabeça rapada, algo que a atriz fez no ano passado por sofrer de calvície. 

Will Smith levantou-se, dirigiu-se ao palco e deu uma chapada com a mão direita na cara de Chris Rock, que ficou estupefacto com a ação. 

A audiência pensou, inicialmente, tratar-se de uma piada combinada. Mas a ferocidade de Will Smith, que já de volta ao seu lugar gritou a Chris Rock “deixa o nome da minha mulher fora da tua boca”, deixou claro que se tratava de uma altercação real. 

Denzel Washington conversou em privado com Will Smith após o acontecimento. Quando foi anunciado como vencedor do Óscar, o ator chorou no seu discurso de aceitação e mais tarde pediu desculpa pela agressão. No entanto, não quis passar pela sala de entrevistas para falar do que aconteceu. 

“Richard Williams foi um feroz defensor da sua família”, disse Smith, ao aceitar a estatueta. “Neste momento da minha vida, estou sobrecarregado com o que Deus está a chamar-me para fazer e ser neste mundo”. 

Antes deste incidente, Ariana DeBose já tinha feito história na categoria de representação ao ser a primeira afro-latina lésbica a ganhar o Óscar de Melhor Atriz Secundária, pelo papel de Anita em “West Side Story”. 

“Isto prova que há espaço para nós”, afirmou DeBose na sala de entrevistas. “É um momento bom para ser visível e sinto-me muito honrada por isso. 

A atriz considerou a vitória “histórica” e sublinhou que a indústria “mudou muito”, lembrando que esta foi também a primeira vez que o mesmo papel (Anita) foi distinguido com dois Óscares, depois da vitória de Rita Moreno em 1962. 

“Foi muito trabalho duro”, disse. “Isto é magia, mas é magia que não apareceu sem esforço”.

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