‘Desamor’ é o novo livro de Nuno Ferrão, "uma história intensa e sofrida"

‘Desamor’, segundo título de Nuno Ferrão, é apresentado pelo escritor e jornalista Duarte Baião, informou a editora Guerra&Paz.

A cantora Ana Bacalhau, que assina o prefácio, afirma que ‘Desamor’ é “uma história intensa, sofrida, cheia de paixão e luxúria, com um final trágico, como todas as histórias de amor intenso, sofrido, cheio de paixão e luxúria”.

Leonardo, a personagem principal, “é mais o equivalente ao anti-herói: aquele que nunca conheceu uma história arrebatadora, que sempre andou no assim-assim”.

Leonardo conhece Constança, “encontram-se desencontrados”, adianta Ana Bacalhau, referindo que as duas personagens se apresentam “alinhadas em sentimento, [mas] desalinhadas em circunstância”.

“A sua história vai-se desenrolando em dois planos, o do real e o do imaginário”, e “torcemos em segredo para que o plano imaginário salte para o real e o amor entre os dois se consuma”, prossegue Ana Bacalhau, referindo que o leitor “pressente que existe algo de essencial naquela relação e naquele afeto”.

“A força daquele amor revela-se já à beira das páginas finais”, afirma a cantora.

Na “introdução ou ‘making of'”, Nuno Ferrão explica como iniciou a escrita desta sua segunda história, “essencialmente para mulheres”, muito ao contrário do seu anterior título “Estórias Limbidinosas” (2011), feito “a quatro mãos” com o amigo e ex-camarada de redação André Curvelo Campos.

“Desamor” começou a ser estruturado durante umas férias no Algarve.

“De mãos ‘nuas’, fiquei sem o que fazer. Nem ler. As novelas gráficas [que tinha trazido na bagagem] são halteres que não dão jeito nenhum levar para a praia. Fixar as ondas do mar tem a sua piada, mas torna-se repetitivo”. Através de um amigo conseguiu uma aplicação no telemóvel que lhe permitisse escrever.

“Comecei a fazer as escavações para assentar os pilares. Erguido o pilar, as placas e as paredes. Tinha a estrutura, seguiu-se a construção. Não me tornei eremita. Na praia tinha lugar cativo sob o chapéu. Continuei a ir a banhos. Quando voltava, deitava-me sobre [a toalha com o] Spider-Man e escrevia. Depois do almoço, antes da sesta, escrevia. Na piscina, depois de um mergulho, já na toalha, escrevia. Antes do sono dos justos, voltava a escrever”, e foi crescendo este romance “a velocidade galopante, tal como a história. Uns 40 e poucos capítulos concluídos”. 

Nuno Ferrão mostrou o que tinha escrito “a uma consumidora/devoradora de livros”.

“Perguntei-lhe se aquilo tinha algum jeito. Disse-me que sim, que devia continuar. Que estava acima do aceitável. Que até podia dar uma coisa gira. Juntou uns conselhos literários mais técnicos e embalou-me para o resto”.

O remate veio do amigo informático, que subverteu o conceito da suposta escrita “essencialmente para mulheres”: leu o livro e, “com alguma vergonha, deixou revelar os olhos marejados”.

“Saiu-me um ‘foda-se!!!’ e prossegui, até dar este resultado (tentando não ser ‘spoiler’): amar pode ser uma chatice, mas também faz milagres”, remata o autor.

Nuno Ferrão nasceu em Lisboa, em 1974, frequentou o curso de Psicologia no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), em Lisboa.

Jornalista aposentado, trabalhou no jornal Record e na Agência Lusa. Publicou, em 2010, o livro “Estórias Limbidinosas”. Escreveu também curtas biografias de atletas e ex-atletas do concelho de Oeiras para o livro “Oeiras com Personalidade”.

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