Dia da Tolerância. Eis cinco livros que já foram proibidos em Portugal

Assinala-se, esta quarta-feira, dia 16 de novembro, o Dia Internacional da Tolerância, que tem como “objetivo relembrar a importância de valores democráticos como o respeito pelo outro e pela diferença”. Para marcar o dia, a FNAC recomendou “cinco livros que antes eram proibidos em Portugal” e que agora “são o ‘reflexo’ da tolerância”.

O Dia Internacional para a Tolerância, celebrado em 16 de novembro, foi instituído através de uma resolução adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1996.

A obra ‘Antologia de Poesia Erótica e Satírica’, de Natália Correia, “foi considerada um escândalo” e apreendida pela antiga Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE). A autora e “outros intervenientes” foram condenados em Tribunal Plenário, “num processo que se arrastou durante os anos”, por ofenderem a “decência”, “moralidade pública” e os “bons costumes”. 


© FNAC  

Também ‘Minha Senhora de Mim’, de Maria Teresa Horta, foi apreendida pela PIDE. “Os 59 poemas que compõem este livro são uma expressão da capacidade feminina e uma negação do poder patriarcal”, destacou a FNAC num comunicado enviado às redações.

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O ‘Manifesto Comunista’ de Karl Marx e Friedrich Engels, de 1848, ofereceu “um corpo teórico e um guia às fogueiras da revolução que ardiam por todas as nações da Europa”.


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Na obra ‘O Anticristo’, o autor Friedrich Nietzsche diagnostica “o que considerava a ‘enfermidade cristã’ – nos seus pressupostos, nas suas práticas, nas suas consequências – como manifestação suprema de um processo de falsificação da vida, que abrange toda a cultura ocidental’.


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Por último, em ‘Os Bichos’, de Miguel Torga, mostra-se em “cada uma das histórias” uma personagem animal “com características, vontades e lutas específicas”. “Uma referência clara às diferenças e à tolerância face às mesmas”, lê-se.


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