Encontro de Artes Performativas para a Infância acontece em Lisboa

AMOSTRA, segundo a Companhia Caótica, num comunicado enviado à agência Lusa, irá juntar “profissionais de todo o país para descobrirem o que os une e celebrarem a diversidade da criação e programação contemporâneas para a infância”, e tem duas vertentes: uma dirigida aos profissionais do setor e uma outra aberta ao público.

Nos dois dias de AMOSTRA, pretende-se “refletir em conjunto sobre a criação, programação e circulação de espetáculos para a infância e juventude, pensando no ecossistema cultural nacional — para depois traçar um retrato do estado atual do setor”.

Os participantes, entre os quais programadores e artistas, irão assistir a “conversas e sessões de ‘pitching’ de projetos à procura de apoio, criando um espaço de observação e diálogo, unindo forças e procurando novas formas de dar mais relevância ao setor”.

O encontro AMOSTRA é promovido pela Companhia Caótica em colaboração com o Centro Cultural de Belém | Fábrica das Artes, Culturgest, Teatro Municipal São Luiz, Lu.Ca — Teatro Luís de Camões e Teatro Nacional D. Maria II, que acolherão espetáculos durante os dois dias da iniciativa.

No sábado, às 10:30, o São Luiz é palco para “Não”, de Giacomo Scalisi, “espetáculo que nasceu a partir de um diálogo com o escritor Afonso Cruz sobre os seus livros ‘Paz Traz Paz’ e ‘O livro do ano’ e de alguns textos inéditos que surgiram após troca de ideias”.

No Teatro Nacional D. Maria II, é apresentado, às 14:30, “Engolir Sapos”, de Rafaela Santos, pela companhia Amarelo Silvestre, “uma reflexão artística, em forma de espetáculo de teatro para famílias, sobre preconceitos e sapos de loiça”, e na Culturgest, às 17:30, “Das gavetas nascem sons”, de Henrique Fernandes, “um objeto/instrumento musical coletivo que surgiu a convite da ‘Casa das Brincadeiras’, um dos projetos do Festival Manobras, no Porto”.

No domingo há “O cão que vem de tão-tão longe”, de Cátia Terrinca, às 10:30 na Fábrica das Artes do CCB, “um espetáculo vagabundo para pais e filhos, a partir da vida e da música de Moondog, Louis Thomas Hardin, o excêntrico e visionário viking que tocou nas ruas de Nova Iorque e foi admirado por Stravinski e Zappa”.

No Lu.Ca, às 16:30, é apresentado “Não há duas sem três”, de Catarina Requeijo, um espetáculo que surge na sequência de outros dois, “A grande corrida” e “Muita tralha pouca tralha”, e conta “as aventuras e desventuras de uma família num parque de diversões”.

A Companhia Caótica, fundada em 2009, é uma companhia “multidisciplinar que cria espetáculos, oficinas e filmes para público jovem, famílias e adultos, onde cruza teatro, música, cinema, marionetas e artes visuais”.

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