Feira do Livro de Coimbra assume importância na reanimação da Baixa

Em declarações aos jornalistas, durante uma visita ao certame, José Manuel Silva disse que a Feira do Livro está a contribuir para a reanimação Baixa, “onde cada vez existem mais lojas a abrir”.

“Quem vier à Praça do Comércio vê um local diferente, que se começa a estender a outras ruas, num processo contínuo que irá ter um grande incremento quando o ‘metrobus’ (autocarro elétrico em via dedicada) começar a passar na Baixa”, sustentou.

Segundo o autarca, tem existido “uma dinâmica comercial que aponta, de forma absolutamente clara, para a reanimação da Baixa de Coimbra”.

“A vinda de novas empresas para Coimbra dá também um enorme contributo para isso, porque a cidade só cresce se conseguir oferecer mais oportunidade para os jovens se fixarem”,

A Feira do Livro de Coimbra, que decorre até 02 de julho, conta com cerca de 40 livreiros, número idêntico ao de 2022, ano em que o evento se realizou pela primeira vez na Praça do Comércio (vulgarmente também conhecida por Praça Velha).

De acordo com o presidente do município, trata-se de uma aposta ganha que está a ser consolidada, “depois do êxito do ano passado, num sítio de excelência”.

“As pessoas e os livreiros estão satisfeitos e a acessibilidade é facílima no coração da Baixa de Coimbra e só lamentamos que a praça não seja maior, mas estamos a estudar estender futuramente a Feira do Livro a outros recantos da Baixa”, adiantou José Manuel Silva.

Na 44.ª edição da Feira do Livro de Coimbra, o programa dedica uma parte significativa das atividades ao escritor e ensaísta Eduardo Lourenço, no ano em que se assinala o centenário do seu nascimento.

Destacada figura da cultura portuguesa, o professor e pensador, falecido em 01 de dezembro de 2020, lecionou na Universidade de Coimbra e deixou um legado de “milhares de livros” à Casa da Escrita da cidade.

“Queremos até, no futuro, ter em Coimbra uma estátua de Eduardo Lourenço”, perspetivou o presidente do município conimbricense.

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