Festival AngraJazz regressa em 2021 com lotação esgotada

“Os dois últimos dias estão esgotados e o primeiro tem quatro, seis lugares à venda. De resto já foi tudo vendido. A adesão foi enorme”, adiantou o membro da direção da associação cultural AngraJazz, que organiza o festival, na ilha Terceira, desde 1999.

Bill Frisell, Anat Cohen, Trineice Robinson, Vincent Meissner e Jeffery Davis são alguns dos nomes que integram o cartaz da 22.ª edição do AngraJazz, que decorre nos dias 01, 03 e 04 de outubro, no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo.

Este ano, devido à pandemia de covid-19, “a lotação está reduzida a pouco mais de 50%”, por isso os bilhetes esgotaram “mais rapidamente”.

Segundo José Ribeiro Pinto, há, no entanto, uma vontade da população de regressar aos espetáculos, já notória, por exemplo, no Jazz na Rua, que a associação promoveu nos dias que antecederam o festival, com nove espetáculos gratuitos em cafés, restaurantes e outros espaços na cidade de Angra do Heroísmo.

“Todos os concertos têm tido muitíssimo mais público do que em anos anteriores. Parece que as pessoas estavam um pouco ansiosas que houvesse coisas”, revelou.

A organização repete, este ano, o modelo de anos anteriores para o festival: três grupos dos Estados Unidos da América, um da Europa, um português e a orquestra da casa.

Bill Frisell e Anat Cohen, que já tinham sido confirmados para a edição de 2020, que teve de ser adiada por um ano, atuam no último dia do festival.

“São dois músicos absolutamente extraordinários. Ele é considerado o segundo melhor guitarrista do mundo, ela é considerada a melhor clarinetista do mundo, no jazz, claro. São dois grupos absolutamente fantásticos e muito famosos, que tivemos a sorte de apanhar”, afirmou o organizador, que faz um programa de rádio sobre jazz há quase 30 anos.

Mais de duas décadas depois da primeira edição do AngraJazz, é agora mais fácil para a organização atrair músicos de renome à cidade de Angra do Heroísmo, segundo José Ribeiro Pinto.

“Nós temos hoje em dia uma série de agentes internacionais que nos conhecem muitíssimo bem e que estão constantemente a enviar-nos propostas para nós contratarmos os músicos que eles representam”, avançou.

“É uma das grandes conquistas que obtivemos ao longo dos últimos anos, foi tornar o festival muitíssimo conhecido. É hoje, sem dúvida nenhuma, um dos três maiores festivais portugueses e é conhecido internacionalmente”, acrescentou.

O público de fora do arquipélago também já vai conhecendo o festival, mas este ano a organização optou por não fazer promoção internacional, porque só conseguiu confirmar que teria condições de segurança para realizá-lo no mês de junho.

“Para ano pensamos que volta tudo à normalidade, praticamente, por isso, pensamos, se tudo correr bem, promover o festival com antecedência e trazer jornalistas estrangeiros. Nos últimos dois anos, 28% do público era de fora da região. Já dá sinal do reconhecimento e do interesse que as pessoas têm em vir aos Açores ver o festival”, salientou.

Com um orçamento de 110 mil euros, o festival arranca na sexta-feira com a orquestra Angrajazz, composta por músicos locais, que apresenta um concerto de comemoração do 130.º aniversário do nascimento de Cole Porter, com arranjos de Zé Eduardo, seguindo-se a atuação do trio do pianista alemão Vincent Meissner.

O segundo dia do festival abre com o quinteto português de Jeffery Davis, vibrafonista nascido no Canadá, que se mudou para Portugal aos 4 anos, atuando ainda o quarteto do saxofonista Don Braden, acompanhado pela cantora Trineice Robinson, dos Estados Unidos.

A última noite será também marcada pelo jazz norte-americano, primeiro, com o trio do guitarrista Bill Frisell, e depois com o decateto da clarinetista Anat Cohen.

Leia Também: Festival islâmico ‘Al Mossassa’ regressa a Marvão mas “em modo” pandemia

Deixe um comentário