Festival Curtas de Vila do Conde arranca hoje em formato misto

 

O Teatro Municipal de Vila do Conde recebe a abertura oficial do festival às 20:30, seguindo-se, às 22:00, uma oportunidade para ver em sala de cinema ‘Mulholland Drive’, de David Lynch, no âmbito do programa ‘Cinema Revisitado’.

Para além das sessões presenciais, o festival “também promoverá um conjunto de iniciativas em formato ‘online’, alargando assim a sua área de ação, permitindo que o encontro entre o público e os cineastas possa também acontecer em ambiente virtual, de forma segura e próxima”.

Até 25 de julho, esta edição do festival vai destacar o trabalho de quatro realizadores: a dupla iraniana Ali Asgari e Farnoosh Samadi, a grega Jacqueline Lentzou e o português Jorge Jácome.

Os trabalhos destes quatro realizadores estarão integrados nas secções não competitivas do festival e, de acordo com os responsáveis do certame, “abrem uma porta de entrada para o pensamento contemporâneo de uma nova geração de cineastas que, a par da relevância estética, levantam novas leituras para problemáticas políticas dos nossos dias”.

Também o cinema “intenso, poético, vibrante” da realizadora irlandesa Lynne Ramsay estará em retrospetiva no Curtas.

Dela serão mostradas as primeiras ‘curtas’ de carreira, nomeadamente ‘Small Deaths’ (1996), premiada em Cannes, e ‘Kill the day’ (2000), distinguida em Clermont-Ferrand, e também as ‘longas’, como ‘O Romance de Morven Callar’ (2002) e ‘Temos de falar sobre Kevin’ (2011).

As competições internacional e experimental do Curtas de Vila do Conde contarão com 51 filmes de 24 países, entre documentário, ficção e animação.

A organização destaca a seleção de filmes de Ana Elena Tejera, Virpi Suutari, Georges Schwizgebel, Bárbara Wagner e Benjamin de Burca e Guy Maddin, e aponta outras estreias nacionais, nomeadamente ‘Quattro Strade’, filme-diário de Alice Rohrwacher, sobre o primeiro confinamento geral em Itália, em 2020.

Em Vila do Conde será também mostrado ‘Night for Day’, de Emily Wardill, a partir de entrevistas à médica Isabel do Carmo, ‘revolucionária da resistência contra o regime fascista em Portugal”, e outros seis filmes portugueses, de Sandro Aguilar, Lúcia Prancha, Pedro Maia, Margarida Albino, Kate Saragaço-Gomes e Helena Gouveia Monteiro.

Na competição nacional, destaque para os trabalhos de Ana Moreira (‘Cassandra Bitter Tongue’), Ico Costa (‘Timkat’), Leonor Noivo (‘Madrugada’), Eduardo Brito (‘Lethes’) e Paulo Patrício (‘O teu nome é’), que regressam ao certame, mas também de autores como Paolo Marinou-Blanco (‘Nada nas mãos’) e Filipe Melo (‘O Lobo Solitário’).

A competição nacional é completada com os filmes de Inês Melo (‘A Casa do Norte’), Francisco Moura Relvas (‘Armazónia’), António-Pedro (‘Carta Branca’), Rosa Vale Cardoso (‘Se o que oiço é silêncio’), Ana Mariz (‘Matilde olha para trás’), Rodrigo Braz Teixeira (‘Miraflores’), José Magro (‘Nha Sunhu’), Bruno Lourenço (‘Oso’), Mónica Martins Nunes (‘Sortes’) e Mário Macedo (‘Terceiro Turno’).

Em estreia nacional em Vila do Conde estará ‘Diários de Otsoga’, de Maureen Fazendeiro e Miguel Gomes, na véspera do fim do festival.

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