Festival Vistacurta regressa com cinco dias de sessões de cinema em Viseu

Entre os dias 11 e 15, o Teatro Viriato, o Instituto Português do Desporto e Juventude, a Quinta da Cruz — Centro de Arte Contemporânea e o Carmo 81 acolherão as várias iniciativas do Vistacurta, organizado pelo Cine Clube de Viseu e que foi hoje apresentado em conferência de imprensa.

Rodrigo Francisco, do Cine Clube de Viseu, disse aos jornalistas que o festival se orgulha de ter na competição de curtas-metragens “a primeira linha de algumas das produções mais recentes em Portugal”, inteiramente produzidas em 2021 e 2022.

“Em 2022, tivemos o maior registo de sempre de inscritos. Recebemos mais de 300 inscrições de filmes, o que é um espelho do interesse do tecido de realizadores e produtores de Portugal em competir e acompanhar os filmes”, considerou.

A competição de curtas-metragens, que envolve três mil euros em prémios, é apenas um dos eixos do Vistacurta que, segundo Rodrigo Francisco, contará com a presença dos realizadores convidados Joana Toste, João Botelho, Jorge Jácome e Rui Simões.

A antestreia nacional da longa-metragem “Super Natural”, do Jorge Jácome, encerrará o festival.

“Esta longa-metragem resulta do cruzamento entre a paisagem da ilha da Madeira e os intérpretes da Companhia Dançando com a Diferença”, explicou Rodrigo Francisco.

Outro momento marcante será, segundo o responsável, a exposição de fotografia de Tito Mouraz, intitulada “Fluvial”, na Quinta da Cruz.

O fotógrafo de Canas de Senhorim “tem abordado sobretudo os temas da paisagem, da memória, mito e natureza” e, a partir da “paisagem irregular e misteriosa da Beira Alta”, preparou esta série fotográfica, acrescentou.

Atendendo à sua relevância e ao facto de ser a primeira exposição individual de Tito Mouraz em Viseu, “Fluvial” será inaugurada no dia 08 e ficará patente ao público até 08 de janeiro de 2023.

A competição de ‘curtas’ contará com realizadores quer do distrito de Viseu, quer de outros pontos do país, referiu José Pedro Pinto, do Cine Clube de Viseu.

“Misericórdia”, de Gonçalo Loureiro, “Lugares de Ausência”, de Melanie Pereira, “Encontros Perdidos no Tempo”, de José Manuel Fernandes, e “Lições de Memória”, de Francisca Magalhães, estão no grupo da produção local. Estes realizadores são de Oliveira de Frades, Tondela, Viseu e Lamego.

No que respeita à produção nacional, a competição em Viseu inclui “nove dos mais interessantes filmes até 20 minutos que foram feitos em Portugal nos últimos dois anos”, entre os quais três animações, disse José Pedro Pinto.

Estes filmes são “Luz de Presença”, “Sycorax”, “O que resta”, “La Ermita”, “Polvo”, “Beco do Imaginário”, “Nós”, “Ice Merchants” e “2020: Odisseia no 3º Esquerdo”.

Rodrigo Francisco sublinhou que o Vistacurta “criará um espaço de encontro através das imagens”.

O responsável do Cine Clube de Viseu aludiu ao “trabalho em torno das imagens, também aquelas que homenageiam a experimentação”, e ao “potencial que o cinema tem, e sempre teve, de fazer crescer vínculos comunitários”.

A vereadora da Cultura na Câmara de Viseu, Leonor Barata, afirmou aos jornalistas que o Vistacurta é um dos ‘eventos âncora’ apoiados pelo município “que estruturam a programação cultural da cidade”.

“O cinema, sobretudo o de autor, é uma área que tem sido maltratada ao longo dos anos e isto é uma espécie de ato de resistência”, frisou.

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