Filme ‘Pedro e Inês’ de António Ferreira estreia-se no Brasil

 

Com o título ‘Pedro e Inês (O amor não descansa)’, o filme deveria ter chegado aos cinemas brasileiros em 2020, mas a estreia acabou adiada por causa da pandemia de covid-19, sendo agora exibido em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Está prevista a circulação posterior por outras salas do país, refere a produtora.

Diogo Amaral e Joana de Verona são os protagonistas desta longa-metragem, inspirada na lenda de Pedro e Inês e no romance ‘A Trança de Inês’, de Rosa Lobato de Faria, e descrita pelo realizador como um ‘Romeu e Julieta português’.

A narrativa do filme passa-se em três momentos temporais distintos – na época medieval, no presente e no futuro – e em todos eles surgem as personagens Pedro e Inês, interpretadas sempre pelos mesmos atores.

Em 2018, quando o filme se estreou nos cinemas portugueses, António Ferreira explicou à Lusa que ‘são três histórias em três tempos diferentes, cada uma com um princípio, um meio e um fim, mas que se vão contando umas às outras’, com cenas no passado, presente e futuro.

O elenco do filme é composto ainda pelos atores Vera Kolodzig, Custódia Gallego, Cristóvão Campos, João Lagarto e Miguel Borges, entre outros.

O argumento, cuja primeira versão ainda foi lida pela escritora Rosa Lobato de Faria, que morreu em 2010, foi construído para que “um público estrangeiro, que não conheça a história do Pedro e da Inês, consiga acompanhar a história”, aclarou o realizador de Coimbra, a residir no Brasil.

‘Pedro e Inês (O amor não descansa)’ é uma coprodução entre Portugal, França e Brasil.

‘Embargo’, sobre um conto de José Saramago, e ‘Esquece Tudo o que te Disse’ são as duas longas-metragens de ficção anteriores de António Ferreira, autor também da curta-metragem ‘Respirar – Debaixo D’Água’.

Entre os projetos de António Ferreira contam-se ainda o documentário ‘Humanos – A Vida em Variações’ e ‘Posfácio nas Confeções Canhão’, e a encenação de ‘As Lágrimas Amargas de Petra von Kant’, de Rainer Werner Fassbinder, para o Teatro Nacional D. Maria II.

Atualmente, António Ferreira tem em curso dois projetos, enquanto realizador: ‘Arménio’, em montagem financeira, e ‘Bela América’, cuja rodagem deverá acontecer ainda este ano em Coimbra, segundo a produtora.

Leia Também: Morreu Dilip Kumar, aos 98 anos, um ícone da época de ouro de Bollywood

Deixe um comentário