Filme português "Nayola" abre em fevereiro o festival belga de animação

A 42.ª edição do festival começa a 17 de fevereiro, contando na abertura com “Nayola”, a primeira longa-metragem de animação do realizador português José Miguel Ribeiro, numa coprodução internacional que inclui Portugal, França, Países Baixos e Bélgica.

O filme, que deverá estrear-se nos cinemas portugueses em 2023, tem argumento de Virgílio Almeida, a partir de uma peça de teatro de José Eduardo Agualusa e Mia Couto, e a narrativa decorre entre 1995 e 2011, entre o final da guerra civil de Angola e os primeiros anos de paz no país.

“Um conflito tão longo foi o ‘leitmotiv’ para propormos ao espectador um filme sobre o impacto da guerra na vida de três gerações de mulheres da mesma família: Lelena (a avó), Nayola (a filha) e Yara (a neta), explicou o argumentista em nota de imprensa.

O filme cruza animação em 2D e 3D e já conquistou vários prémios internacionais.

Fruto de “um trabalho plural em termos de representação, de narrativa, técnica e temática, o filme é um tributo comovente às vítimas [da guerra civil angolana] e promete não deixar ninguém indiferente”, escreveu o festival.

Além de “Nayola”, o festival Anima conta com outros filmes de produção portuguesa na programação: “Ice merchants”, de João Gonzalez, “Garrano”, de David Doutel e Vasco Sá, e “O homem do lixo”, de Alexandra Gonçalves.

A eles junta-se “Slow Light”, dos polacos Przemyslaw Adamski e Katarzyna Kijek, coproduzido por Portugal, e “L’ombre des papillons”, curta de Sofia El Khyari, coproduzida por França, Qatar e Portugal.

O Anima decorrerá de 17 a 26 de fevereiro.

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