Fotógrafa franco-suíça Sabine Weiss morre aos 97 anos

 

Tal como Robert Doisneau, Brassai ou Édouard Boubat, Sabine Weiss “imortalizou a vida simples das pessoas”, em particular das crianças, sem nunca reivindicar qualquer influência, escreveu hoje a agência France Presse.

Nascida na Suíça em 1924 e naturalizada francesa em 1995, Sabine Weiss era “a última discípula da escola humanista francesa” e manteve-se ativa até ao final da vida.

Na década de 1940 trocou Genebra por Paris, onde foi assistente do fotógrafo de moda alemão Willy Maywald, depois conheceu Robert Doisneau, integrou a agência Rapho e colaborou, durante quase uma década, com a revista de moda Vogue.

Em Paris, casou-se com o pintor norte-americano Hugh Weiss, criou um ateliê e dedicou-se por inteiro à fotografia, vivendo num ambiente cultural em que se cruzou com figuras como Joan Miró, Alberto Giacometti e André Breton, que fotografou.

Ao longo da carreira, Sabine Weiss fez fotorreportagem, fotografia de moda, retratos, publicidade, e protagonizou mais de uma centena de exposições em todo o mundo.

Do seu trabalho destaca-se a fotografia de rua, fixada a preto e branco, fosse no quotidiano de Paris ou em viagem fora de França, em Itália, Grécia, Espanha ou Portugal, onde fez uma série de fotografias, nos anos 1950, na região da Nazaré.

Sabine Weiss foi “uma personalidade discreta e menos conhecida do grande público, do que outros grandes fotógrafos da sua época”, mas nunca se sentiu discriminada por ser mulher, afirmou a AFP.

Em 2017, Sabine Weiss doou cerca de 200.000 negativos e 7.000 provas de contacto ao Museu do Eliseu em Lausanne, na Suíça.

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