Habitar Portugal sublinha a importância do espaço público na arquitetura

A exposição – que nesta sua sexta edição tem como lema “Espaço Público: uma casa para todos” – é dedicada, pela primeira vez, e exclusivamente, a esse espaço que “é de todos e para todos”, ao desenho desse “vazio coletivo”, como indicam os comissários, e conta com uma conferência inaugural no mesmo dia.

Com comissariado geral de Susana Lobo, a equipa foi ainda composta pelos arquitetos Susana Constantino, Ricardo Agarez, João Fôja, João Gomes, para as várias regiões do país, e pela arquiteta Ana Alves Costa, para as obras no exterior de Portugal.

Iniciativa da Ordem dos Arquitetos (OA), a exposição tem como objetivos identificar e reunir uma seleção de obras de desenho e de intervenção no espaço público, concluídas entre 01 de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2017, que “representem e possam dar a conhecer o melhor da produção nacional, realizada em Portugal e no estrangeiro, no intervalo de tempo considerado”.

A exposição “Habitar Portugal 12–17/Espaço Público: uma casa para todos”, com inauguração prevista para 08 de outubro, às 18:00, no Centro Cultural de Belém, inclui a conferência, às 18:30, intitulada”Espaço Público: Porquê?”, com a participação de Adreia Garcia, Rita Palla Aragão e Tiago Castela e dos comissários Susana Lobo e Ricardo Agarez.

Organizadas em quatro categorias — símbolo, recurso, produto e prática –, a exposição, “embora não sendo estanque nem linear, será reveladora das políticas e interesses que têm orientado a produção de espaço público nos últimos anos, possibilitando uma espécie de diagnóstico da cultura arquitetónica portuguesa”, segundo um texto da comissária-geral, Susana Lobo.

Iniciada em 2003, a iniciativa “Habitar Portugal” tem sido continuada pelas diferentes direções da Ordem dos Arquitetos e, pela sua abrangência, tanto geográfica, como dos autores e obras representadas, tornou-se uma referência da qualidade da arquitetura produzida em Portugal.

Este ano, a mostra insere-se na programação do Dia Mundial da Arquitetura, que é celebrado na primeira segunda-feira de outubro, em todo o mundo – este ano, no dia 04 de outubro -, com iniciativas que decorrem ao longo de todo o mês.

O lema das celebrações escolhido pela União Internacional dos Arquitetos, para este ano, é “Clean environment for a healthy world” (“Ambiente limpo para um mundo saudável”, em tradução livre).

A OA também revelou hoje os distinguidos com a primeira edição dos Prémios Arquitetura Sustentabilidade e Inovação, no âmbito do protocolo celebrado em abril com o Fundo Ambiental (FA), através do Ministério do Ambiente e da Ação Climática.

Os prémios foram atribuídos na sequência de um concurso nacional organizado em duas categorias distintas, nas vertentes da investigação teórica e da obra construída, “sob a proposta de promover o reconhecimento público de arquitetos autores de trabalhos considerados exemplares, inovadores e significativos, no domínio da sustentabilidade e ecoeficiência, concorrendo para o avanço do conhecimento no domínio disciplinar”.

Na categoria “Dissertação”, os prémios foram atribuídos ex-aequo a Jorge Fernandes, com o trabalho “Modelling the life cycle performance of Portuguese vernacular buildings: assessment and contribution for sustainable construction” (Universidade do Minho, 2020), e a Silvia Benedito, por “Atmosphere Anatomies: On Design, Weather, and Sensation” (Lars Müller Publishers, Zurique, 2020), e uma menção honrosa a Sara Figueiredo Paiva, com “Casa dos Pátios: um diálogo entre o conceito de edifícios com necessidades quase nulas de energia (nZEB) e o objeto arquitetónico” (ISCTE-IUL, 2019).

O júri foi constituído pelos arquitetos João Paulo Cardielos (presidente do júri, por nomeação conjunta FA e OA), Joana Mourão e Raul Moura (designados pela OA), e deliberou atribuir o prémio ex-aequo e uma menção honrosa entre as 19 propostas submetidas a concurso.

Na categoria “Obra”, com 42 candidaturas, o prémio foi entregue a Pedro Bandeira, pela obra “Casa Rotativa”, Banhos Secos, Coimbra, (2018), na decisão do júri composto por pelos arquitetos Telmo Cruz (presidente do júri, por nomeação conjunta FA e OA), Nuno Félix e Rui Soares (designados pelo Ministério do Ambiente e da Ação Climática e o FA), Marlene Uldschmidt e Francisco Adão da Fonseca (designados pela OA).

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