João Cutileiro: Existe "um antes e um depois" do escultor em Portugal

Rui Chafes reagia assim à agência Lusa à morte de João Cutileiro, hoje, aos 83 anos. O escultor morreu num hospital de Lisboa onde estava internado devido a problemas do foro respiratório.

Para Rui Chafes, a obra de João Cutileiro representou “uma quebra significativa em relação ao que havia antes e depois” na escultura em Portugal.

“Na verdade existe um antes e um depois do João Cutileiro na escultura nacional”, sublinhou o escultor que foi Prémio Pessoa em 2015.

João Cutileiro “é um nome incontornável, e um pioneiro e um exemplo para muitos escultores mais novos do que ele e que ele teve a generosidade de apoiar e de proporcionar condições de trabalho”, frisou.

Nome “incontornável” da arte nacional, João Cutileiro foi “um inovador e um precursor exemplar e corajoso”,.

A sua morte representa “uma grande perda” e “não há volta a dar ao assunto”, frisou.

Para Rui Chafes, o autor do Monumento do 25 de Abril de 1974, localizado no cimo do Parque Eduardo VII, em Lisboa, é “uma personagem histórica e quase heroica quase da renovação da escultura em Portugal”.

Exemplo de “profissionalismo e de inovação”, com uma grande importância no panorama da escultura portuguesa sobretudo nos anos de 1970 e 1980, o trabalho de João Cutileiro significou também “um grande salto naquilo que se chama a escultura”, referiu.

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