Jorge Silva Melo: "Uma vida dedicada ao teatro e cinema"

 

“Serviu a liberdade, dedicou toda a sua energia ao teatro e ao cinema, viveu sempre sob o lema do amor e do respeito pelo outro”, lê-se na mensagem deixada pela ministra da Cultura na rede social Twitter.

Na mensagem, Graça Fonseca agradece o legado do autor, lembrando ainda: “Criou histórias, construiu espaços, ergueu atrizes e atores, e levantou companhias”.

Tradutor, ator e crítico de teatro, Jorge Silva Melo morreu na noite de segunda-feira, em Lisboa, revelou o pianista Nuno Vieira de Almeida à agência Lusa.

Nascido em Lisboa, a 07 de agosto de 1948, Silva Melo fundou e dirigiu, com Luís Miguel Cintra, o Teatro da Cornucópia (1973/79), e fundou em 1995 a sociedade Artistas Unidos, de que era diretor artístico.

Estudou na London Film School, foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, e estagiou em Berlim junto do encenador Peter Stein, e em Milão com Giorgio Strehler.

É autor das peças ‘Seis Rapazes Três Raparigas’, ‘O Fim ou Tende Misericórdia de Nós’, ‘Prometeu’, e ‘O Navio dos Negros’, entre outras.

No cinema, realizou as longas-metragens ‘Ninguém Duas Vezes’ e ‘António, Um Rapaz de Lisboa’, entre outras, além de documentários sobre a vida de artistas plásticos, como Nikias Skapinakis e Ângelo de Sousa.

Traduziu obras de Carlo Goldoni, Luigi Pirandello, Oscar Wilde, Bertolt Brecht, Georg Büchner, Lovecraft, Michelangelo Antonioni, Pier Paolo Pasolini, Heiner Müller e Harold Pinter.

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