Marcelo elogia "génio incansável" de Cabrita Reis, que declara "encanto"

Pedro Cabrita Reis participou hoje no programa ‘Artistas no Palácio de Belém’ e o Presidente da República assistiu a grande parte desta sessão com alunos do 12.º ano da Escola Secundária de Casquilhos, no Barreiro, distrito de Setúbal.

No início da sessão, o chefe de Estado tomou a palavra para elogiar Pedro Cabrita Reis, que descreveu como um artista “excecionalmente criativo, excecionalmente inovador, excecionalmente diferente”, que “vê em grande” e é “o oposto do paroquial”, ao contrário de “muitos portugueses que são muito, muito, muito paroquiais”.

“É naturalmente uma pessoa criativa, inovadora, determinada, imparável, que se desdobra por todos os cantos em que lhe apetece em momentos diferentes da sua vida desdobrar-se: é a pintura, é a escultura, é a arquitetura, é a arquitetura escultórica, é a escultura arquitetónica, é a gravura, é o colecionismo”, referiu.

Marcelo Rebelo de Sousa considerou que Pedro Cabrita Reis não tem apenas “momentos de génio”, é alguém “cronicamente genial” e “um génio incansável”, que “não se cansa, cansa os outros, no sentido de que os outros não aguentam o ritmo dele”, e pediu aos alunos que o saudassem com uma salva de palmas.

“Não sei o que é que ainda estarei aqui a fazer depois desta intervenção iluminada, entusiástica e de uma grande generosidade”, observou, em seguida, o artista.

Dirigindo-se aos jovens estudantes, prosseguiu: “Vocês são talvez demasiado novos para estarem interessados na política do dia a dia, nas grandes questões que se põem quotidianamente à pátria, à nação, ao Governo, à Presidência, mas é disso tudo que é feita a nossa história”.

“E eu não me coíbo, em qualquer circunstância, perante qualquer tipo de audiência, de manifestar o meu permanente — porque não dizê-lo? — encanto pela atitude enquanto cidadão e enquanto estadista máximo do nosso país que é o professor doutor Marcelo Rebelo de Sousa, o nosso Presidente”, acrescentou.

Segundo Cabrita Reis, “à sua maneira pessoal e com a sua delicadíssima perceção do que é a forma de interligar de todas as circunstâncias nacionais, internacionais e dentro do país aos vários níveis”, Marcelo Rebelo de Sousa “tem construído de uma forma imparável ele também uma nova maneira de estar em Portugal”.

“Muito obrigado”, disse-lhe.

Nascido em Lisboa, em 1956, Pedro Cabrita Reis fez formação académica em pintura, na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

Da sua trajetória destacam-se exposições individuais como “Work Always in Progress”, no Centro Galego de Arte Contemporânea, em Santiago de Compostela, Espanha (2019), “La Casa di Roma”, trabalho realizado especificamente para o museu Maxxi, em Roma, Itália (2015), e “A Linha do Vulcão”, no Museu Tamayo Arte Contemporãnea, no México (2009).

Foi o representante de Portugal na Bienal de Arte de Veneza em 2003.

A sua obra está representada em coleções de instituições internacionais como a Tate Modern, em Londres, a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, a Hamburger Kunsthalle, em Hamburgo, e a Fundação de Serralves, no Porto.

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