Ministra lamenta perda de atriz, "exemplo de resistência e dedicação"

 

Numa nota de pesar, a ministra “lamenta profundamente a morte da atriz Cecília Guimarães (1927-2021), decana da arte de representar em Portugal e elo de ligação entre gerações de atores, encenadores e cineastas”.

“A biografia de Cecília de Guimarães confunde-se com a história do teatro e do cinema em Portugal, pois o seu rosto, a sua voz e o seu talento personificam as múltiplas formas de resistência que deram ao teatro e ao cinema português uma história da qual nos podemos orgulhar”, pode ler-se no texto enviado hoje.

Graça Fonseca recorda que “o percurso profissional de Cecília Guimarães é o encontro de várias gerações de atores, de encenadores, de companhias de teatro e de realizadores”.

A atriz Cecília de Guimarães, de 93 anos, morreu na terça-feira no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, disse à agência Lusa fonte da Casa do Artista, onde residia.

Intérprete de dramaturgos como Tennessee Williams, Shakespeare, Edward Albee, Valle-Inclán, Romeu Correia, Tchékhov, Lorca e Eduardo De Filippo, Cecília de Guimarães somou uma carreira de mais de 70 anos, que também passou pelo cinema e pela televisão.

Do trabalho constante no cinema, destacam-se filmes como ‘Francisca’ e ‘O Princípio da Incerteza’, de Manoel de Oliveira, e, na televisão, desempenhos que iam do drama, como na adaptação de ‘Harpa de Ervas’, de Truman Capote, à comédia mais recente, como ‘Milionários à Força’, e à telenovela, como ‘A Única Mulher’.

Nascida em Lisboa, em de 28 de maio de 1927, Cecília Guimarães fez o curso do Conservatório Nacional e estreou-se com “A qualquer hora o diabo vem”, de Pedro Bom, no Teatro da Rua da Fé (1951).

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