Morreu o galerista e colecionador de arte Mário Teixeira da Silva

“Mário Teixeira da Silva foi pioneiro no lançamento de artistas portugueses e estrangeiros, artistas de vanguarda. O Módulo foi uma galeria de rutura, que abriu caminhos”, disse a historiadora e amiga do galerista.

Segundo Adelaide Duarte, Mário Teixeira da Silva morreu na madrugada de hoje no hospital de Santa Maria, em Lisboa, em consequência de um problema relacionado com a diabetes. O funeral realiza-se na terça-feira para o cemitério dos Olivais, em Lisboa.

Nascido no Porto, Mário Teixeira da Silva licenciou-se em Engenharia Química e tinha formação em Museologia, destacando-se ao longo de cinquenta anos tanto como galerista como colecionador de arte, “eclético e apaixonado por tipologias distintas”.

Em maio de 1975 abriu no Porto o Módulo – Centro Difusor de Arte e quatro anos depois concretizou a galeria em Lisboa, mantendo os dois polos durante vários anos até se mudar, já neste século, para a capital, referiu a investigadora de arte.

Sobre os artistas cuja obra Mário Teixeira da Silva expôs, Adelaide Duarte elencou, entre outros, Helena Almeida, Julião Sarmento, Ana Jotta, Andy Warhol, Ana Vidigal ou Paula Rego.

Em 2012, em entrevista à publicação ArteCapital, Mário Teixeira da Silva recordou que abriu a galeria Módulo “com uma programação totalmente diferente em relação àquilo que era visto até essa altura nas galerias de Lisboa e do Porto. Foi uma grande machadada, uma bomba que rebentou, precisamente num momento em que o mercado estava reduzido a zero”.

Em 2022, parte da coleção de arte de Mário Teixeira da Silva, criada ao longo de cinco décadas, foi exposta pela primeira vez em Portugal, no Museu de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, em Lisboa, com curadora de Adelaide Duarte.

A exposição contava com 175 obras, de artistas como Alberto Carneiro, Julião Sarmento, Hamish Fulton, Jochen Gerz, João Jacinto, Adriana Varejão e Wolfgang Tillmans.

A coleção privada de Mário Teixeira da Silva, da qual estão algumas obras em depósito no Museu do Chiado, é descrita como “muito diversificada, na sua representatividade de autores e de media utilizados, apresenta grupos de obras de grande relevância no domínio da arte moderna e contemporânea, portuguesa e internacional, incluindo ainda elementos de arte conhecida como tribal, e é de destacar também o importante núcleo de fotografia”.

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