‘Pebbles’ conquista prémio principal do Festival de Cinema de Roterdão

Numa cerimónia que decorreu ´online´ devido à pandemia de covid-19, foi anunciado o palmarés da 50.ª edição do certame, que terá uma segunda parte a decorrer entre 02 e 06 de junho deste ano, com o anúncio de mais um prémio do público e a exibição de meia centena de filmes das várias edições da história do festival.

‘Pebbles’, sobre a vida de pobreza de um menino e do seu pai numa região da Índia caracterizada por uma paisagem árida, foi descrito pelo júri – que atribui os prémios Tigre do festival – como ‘cinema puro, imbuído de beleza, dentro de um enredo lúgubre’ de busca pela sobrevivência.

Os filmes ‘Looking for Venera’, de Norika Sefa e ‘I Comete – A corsican summer’, de Pascal Tagnati, foram galardoados com prémios especiais do júri pelo ‘excecional nível artístico’, enquanto ‘Quo Vadis, Aida?’, de Jasmila Zbanió recebeu o prémio do público.

Quanto ao Prémio FIPRESCI (Federação Internacional da Imprensa Cinematográfica), entregue por um júri composto por jornalistas da área do cinema, para o melhor filme na competição oficial, foi atribuído a ‘The Edge of Daybreak’, de Taiki Sakpisit.

‘La nuit des Rois’, de Philippe Lacôte, recebeu o prémio do júri composto por um grupo de jovens realizadores, e ‘Manifesto’, de Anne Hjorth Guttu, foi galardoada com o prémio do Círculo de Jornalistas de Cinema dos Países Baixos.

Foram ainda atribuídos três prémios Tigre às curtas-metragens ‘Maat means Land’, de Fox Maxy, ‘Terranova, de Alejandro Pérez Serrano e Alejandro Alonso Estrella, e ‘Sunsets everyday’, de Basir Mahmood.

Iniciado a 01 de fevereiro, o Festival Internacional de Cinema de Roterdão, encerrou hoje a primeira parte da 50.ª edição, com filmes, conversas e um mercado de coproduções a decorrerem apenas ‘online’, remetendo um segundo momento para junho.

Tentando contornar as limitações impostas por causa pandemia da covid-19, o festival decidiu expandir-se em duas fases, de 01 a 07 de fevereiro, e de 02 a 06 de junho.

Na programação desta primeira parte esteve em competição a curta-metragem ‘Tracing Utopia’, da portuguesa Catarina de Sousa e do norte-americano Nick Tyson, que ‘retrata as aspirações de uma comunidade de jovens ‘queer’ em Queens’, em Nova Iorque, segundo a Portugal Film, que distribui a obra.

Na competição de longas-metragens, encontrava-se o filme brasileiro ‘Madalena’, de Madiano Marcheti, também em estreia mundial. Na competição ‘Grande Ecrã’ esteve também brasileiro ‘Carro Rei’, de Renata Pinheiro, mas o prémio coube a ‘El perro que no calla’, de Ana Katz.

Na programação foi ainda destaque ao artista visual angolano Kiluanji Kia Henda, com a exibição de três curtas-metragens: ‘Concrete Affection – Zopo Lady’ (2014), ‘Havemos de voltar’ (2017) e ‘There is no light inside the mirror’ (2020).

Em paralelo ao festival, decorreu o Cinemart, o mercado de coproduções, para profissionais, e para o qual foi selecionado o projeto da longa-metragem de ficção ‘Légua’, de Filipa Reis e João Miller Guerra.

Este é um regresso de Filipa Reis e João Miller Guerra ao festival de cinema de Roterdão, onde em 2018 estrearam o filme de ficção ‘Djon África’.

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