Pedro Azevedo vence Prémio Revelação Teatro Nacional D. Maria II

O prémio tem um valor de 5.000 euros, é atribuído anualmente desde 2020, e o vencedor desta edição foi anunciado numa cerimónia que antecedeu a antestreia da peça “O Misantropo”, com texto de Hugo van der Ding e Martim Sousa Tavares a partir do texto original de Molière, numa encenação de Mónica Garnel, integrado na “Odisseia Nacional” com que o D. Maria II leva programação a todo o país, ao longo deste ano.

“Reconhecer e promover talentos emergentes no panorama teatral, motivando o desenvolvimento de um percurso profissional no setor” são objetivos do galardão, destinado a profissionais de teatro até aos 30 anos e cujo trabalho artístico se tenha destacado no ano anterior.

Os atores, encenadores, coreógrafos e programadores Álvaro Correia, António Durães, Catarina Barros, Cristina Carvalhal, Cucha Carvalheiro, Isabel Zuaá, John Romão, Mário Coelho, Marta Carreiras, Mónica Garnel, Pedro Mendes, Rui Horta, Rui Pina Coelho, Sara Barros Leitão e Tónan Quito, enquanto representantes de várias áreas artísticas, compuseram o júri que elegeu Pedro Azevedo.

A qualidade da prestação artística, o contributo desta para o desenvolvimento e fortalecimento da área teatral, a capacidade de crescimento e valorização da carreira, a nível nacional e internacional, e a introdução de elementos de inovação ou diferenciação na prática profissional são, segundo o D. Maria II, critérios de avaliação para o prémio.

Nascido no Porto, em 1996, Pedro Azevedo licenciou-se em Teatro, em 2017, na variante de Cenografia, na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo da sua cidade natal.

Desde 2016 que desenvolve projetos conjuntos com Guilherme de Sousa, com quem fundou, em 2019, a estrutura artística BLUFF, com trabalho para palco que vai do teatro à dança, performance e instalação.

Enquanto cenógrafo e figurinista, assinou espetáculos de teatro, dança e música, com artistas como Ana Isabel Castro, Alfredo Martins, André Braga & Cláudia Figueiredo, Bárbara Tinoco, Daniela Cruz, Roberto Olivan e Rodrigo Leão, assim como a cenografia e os figurinos do espetáculo “Cadernos de.”, uma criação de Raquel S., estreada no TNDM, em novembro de 2022.

O TNDM acrescentou que o trabalho de Pedro Azevedo “procura concretizar o universo visual dos espetáculos, dando uma expressão plástica muito própria a cada uma das criações, ajudando a definir uma visão artística através do pensamento sobre o espaço, da sua relação com o texto e os seus intérpretes”.

Ao anunciar o vencedor do prémio, o presidente do conselho de administração do TNDM, Rui Catarino, deu os parabéns ao vencedor, manifestando “grande satisfação” pela atribuição do galardão, pelo quarto ano consecutivo, afirmando esperar que possa “continuar a contribuir, de forma consistente e regular, para a valorização dos jovens profissionais a nível nacional”.

“O reconhecimento do trabalho notável de jovens profissionais é uma aposta no futuro do teatro português”, sublinhou.

Pedro Azevedo junta-se a Sara Barros Leitão, Mário Coelho e Cárin Geada, vencedores, respetivamente, das edições 2020, 2021 e 2022 da distinção.

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