Presidente da República lembra a escritora Nélida Piñon

Marcelo Rebelo de Sousa manifestou na noite deste sábado “pesar pelo falecimento da escritora Nélida Piñon, primeira mulher a presidir à Academia Brasileira de Letras”

“Ficcionista, ensaísta, vencedora de inúmeros prémios brasileiros (o Jabuti, entre muitos outros), latino-americanos (Prémio Juan Rulfo) e europeus (Prémio Príncipe das Astúrias, Prémio Vergílio Ferreira), a autora de ‘A República dos Sonhos’ dedicou-se igualmente ao ensino e ao jornalismo”, pode ler-se numa nota publicado no site da Presidência da República. 

O Presidente da República fez questão de recordar a “descendente de galegos (foi-lhe concedida este ano a nacionalidade espanhola) e amiga de Portugal”. Nélida era membro da Academia das Ciências de Lisboa, “presença habitual na edição e nos encontros literários do nosso país, tendo escrito no nosso país o seu último livro, significativamente intitulado ‘Um Dia Chegarei a Sagres'”, refere ainda. 

Autora de mais de 20 livros, entre novelas, contos, literatura infanto-juvenil, ensaios e memórias, em 1996/97 tornou-se a primeira mulher, em 100 anos, a presidir à Academia Brasileira de Letras, para a qual foi eleita em 1989 na sucessão de Aurélio Buarque de Holanda.
 
Nélida Piñon, que se estreou com o romance “Guia-mapa Gabriel Arcanjo” publicado em 1961, recebeu o Prémio Internacional Juan Rulfo de Literatura Latino-Americana e do Caribe, em 1995, o que aconteceu pela primeira vez para uma mulher e para um autor de língua portuguesa, assim como o prémio Bienal Nestlé, na categoria romance, pelo conjunto da obra, em 1991, e o da APCA e o Prémio Ficção Pen Clube, ambos em 1985, pelo romance “A república dos sonhos”.

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