Projeto para quarteirão da Casa Forte no Porto com parecer favorável

“Considerando os antecedentes e o esforço de simplificação do desenho e de ocultação das infraestruturas, o projeto atual garante uma relação razoável com os bens classificados – Mercado do Bolhão e Solar do Conde de Bolhão -, pelo que mereceu parecer favorável por parte da Direção Regional de Cultura do Norte [DRCN]”, indicou aquela entidade em resposta à agência Lusa.

Em janeiro de 2020, o vereador do Urbanismo, Pedro Baganha, revelou que o projeto tinha merecido um primeiro parecer negativo da DRCN, estando a ser reformulado por parte dos projetistas por forma a suprir os inconvenientes apontados pela direção regional, nomeadamente quanto à “forma” e não à altura do projeto.

Na altura, Pedro Baganha, mostrava-se preocupado com o atraso no recomeço da obra para a Praça D. João I, que está transformada numa “cratera”, e cujos trabalhos em maio, ainda não tinham avançado, apesar da emissão da licença à cota zero já ter sido emitida.

Na sexta-feira, o Jornal de Notícias noticiou que a pedido do promotor imobiliário, a Câmara do Porto deu mais 360 dias para concluir a empreitada até à cota zero, voltando os prazos a derrapar.

Em julho de 2019, os trabalhos no quarteirão D. João I, no centro do Porto, haviam já sido prorrogados até outubro de 2021, cabendo ao atual promotor o pagamento de uma multa diária de 500 euros.

A Lusa solicitou esclarecimentos à Câmara do Porto, mas até ao momento sem sucesso.

Apresentado em 2017, o projeto inicial – Bonjardim City Block – incluía 90 habitações para famílias e hotel para 150 quartos, bem como, três pisos subterrâneos para um parque de estacionamento com capacidade para 600 veículos, que de acordo com o novo projeto estão a ser tapados.

O projeto da autoria do arquiteto Alexandre Burmester contemplava ainda um piso para comércio e uma praça no centro do quarteirão.

Em 2019, o espaço trocou de dono, quando foi vendido por uma sociedade gestora de fundos do BCP a investidores estrangeiros que alterou o projeto inicial.

De acordo como o JN, “a habitação para famílias deve dar lugar a residências para estudantes e a praça deixará de existir”.

A mesma publicação avança que os trabalhos na Praça D. João primeiro retomaram em junho 2020, no âmbito do pedido de escavação e de contenção periférica.

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