Realizador Miguel Gomes está em Itália a filmar ‘Grand Tour’

De acordo com a produtora, Miguel Gomes termina esta semana a rodagem do filme em estúdio, em Roma, depois de terem já sido feitas filmagens, desde meados de fevereiro, em Lisboa.

‘Grand Tour’ acompanha “os noivos Edward e Molly, em 1918, da Birmânia à China, numa viagem emocional e física, ligando o Oriente e o Ocidente, género e sexo, tempo e espaço, realidade e ficção, mundo e cinema”, lê-se na sinopse divulgada na publicação Cineuropa.

O filme tem argumento de Miguel Gomes, Mariana Ricardo, Telmo Churro e Maureen Fazendeiro.

Em 2021, quando estreou ‘Diários de Otsoga’, Miguel Gomes explicou à Lusa que ‘Grand Tour’ seria um filme de estúdio, embora a narrativa ficcional se passe no Oriente.

Na preparação deste filme, ainda antes da pandemia da covid-19, Miguel Gomes fez um arquivo de viagem pela Ásia – Myanmar (antiga Birmânia), Vietname, Tailândia, Filipinas, Singapura, Japão e China -, para traçar o trajeto das personagens, recolhendo imagens e sons para a longa-metragem.

Além de Crista Alfaiate e Gonçalo Waddington, no filme entram Lang Khe Tran, Joana Bárcia, Teresa Madruga, Cláudio da Silva, João Pedro Bénard, Jorge Andrade, Vasco Costa, entre outros.

O filme tem apoio financeiro do Instituto do Cinema e Audiovisual, do programa Eurimages e conta com a participação dos canais RTP e ZDF/ARTE (Alemanha).

Segundo a revista Variety, o filme tem coprodução internacional com Itália, França, Alemanha, China e Japão.

Miguel Gomes tem ainda em desenvolvimento o filme ‘Selvajaria’, que adapta o livro ‘Os sertões’, de Euclides da Cunha, para ser rodado no Brasil e com elenco brasileiro.

O realizador, de 51 anos, estreou-se na realização em 1999, com a curta-metragem ‘Entretanto’. A primeira longa-metragem chegaria em 2004 com ‘A cara que mereces’ e, entre os filmes seguintes, ‘Tabu’ recebeu o prémio da crítica de Berlim em 2012.

A trilogia ‘As mil e uma noites’ (2015), inspirada nos contos populares árabes, mas que remete para a crise económica portuguesa, é considerada a sua obra de maior fôlego.

Seguiu-se ‘Diários de Otsoga’, coassinado com Maureen Fazendeiro e feito num registo de confinamento com equipa técnica e elenco, durante o primeiro ano da pandemia da covid-19.

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