Teatro. Colaboradores da CMP retratam aventuras de Camilo Castelo Branco

Em declarações à agência Lusa, o presidente do Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores da Câmara Municipal do Porto (CCD), Gouveia Santos, adiantou hoje que a peça “conta histórias do Porto e da sua região no século XIX”.

Ao palco do auditório Arnaldo Trindade, na sede do CCD, sobem 11 colabores de várias unidades operativas do município.

A peça terá “tanto de sério como de divertido”, assegurou Gouveia Santos.

A encenação retrata as aventuras e desventuras de Camilo Castelo Branco, Ana Plácido e Zé do Telhado, o “Robin Hood português” que protegeu o romancista e dramaturgo na cadeia da Relação do Porto e “terá sido uma espécie de guarda-costas”.

“Camilo imortalizou-o contando a sua história nas ‘Memórias do Cárcere'”, destacou Gouveia Santos, acrescentando que a encenação será “o mais simples possível” e “poupada nos meios”.

A música que acompanhará cada conjunto de histórias é original de um duo com estúdio de ensaios no centro comercial Stop, Rodolfo e Catarina.

“Para a câmara espero que seja motivo de motivação e de orgulho identitário”, considerou o presidente do CCD, acrescentando que a estreia contará com a presença do presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira.

À Lusa, Gouveia Santos adiantou que estão marcados cinco espetáculos no Porto e que, posteriormente, a peça será apresentada em diversos concelhos como Fafe, Vila Real, Paredes e Famalicão.

A intenção, acrescentou o presidente do CCD, é terminar no próximo ano com um espetáculo na Cadeia da Relação do Porto, onde, nas imediações, está instalada a estátua “Amores de Camilo” que, em setembro, esteve envolta de polémica na sequência de uma petição com 37 signatários que pediam a sua remoção.

O grupo de atores do CCD começou em meados de 2017/2018 com um curso de teatro, tendo, no final, sido apresentada a peça “Gota de Mel” que, posteriormente, deu o nome de ‘Colmeia’ ao grupo.

Nos anos seguintes, o grupo realizou outras peças, mas foi interrompido pela pandemia da covid-19, assumindo agora esta peça “especial importância” ao relançar a área cultural do CCD.

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