Teatro. Companhia que fazia recriações históricas entra em insolvência

A companhia tinha 32 profissionais e dedicava-se essencialmente à recriação histórica, sendo que a pandemia veio esvaziar por completo a agenda de trabalho que normalmente tinha, empurrando-a para a insolvência, afirmou à agência Lusa o diretor artístico da estrutura, Mário da Costa.

“Até março tivemos trabalho, mas a partir de março paralisámos. Tivemos pequenos apontamentos, sobretudo para cinema e para televisões, mas deixámos de ter aquela epopeia dos mercados e das feiras, com exceção para o Festival Colombo, na Madeira, em setembro“, contou.

O grupo até tinha uma agenda de dezembro cheia com atividades de natal e uma feira medieval em Albufeira, mas com a chegada da segunda vaga da pandemia no país “cancelou-se tudo”, recordou Mário da Costa.

Sem perspetivas de novos trabalhos e sem conseguir assegurar os seus compromissos, a companhia declarou insolvência, referiu.

“Tínhamos um plano de recuperação criado, estávamos a submetê-lo para aprovação dos credores e quando vimos que dezembro não nos ia dar trabalho, vimos que não tínhamos hipótese de continuar”, disse Mário da Costa.

De acordo com o também presidente da associação cultural, a companhia chegou a estar dois meses em ‘lay off’, em junho e julho, sendo que posteriormente foi-lhes retirada essa possibilidade.

Ainda procuraram apoios estatais, mas sem sucesso.

Segundo Mário da Costa, os 32 atores da companhia, que fazem um pouco de tudo, “de cavaleiros a malabaristas”, estavam sem receber salários desde agosto e não era paga a Segurança Social desde maio.

As perspetivas agora são de tentar ver aprovado um plano de reestruturação no âmbito do processo de insolvência e poder voltar a honrar “os compromissos quando houver liquidez”, assim que o contexto pandémico permita voltar à atividade.

Deixe um comentário