48 artistas reinterpretam "Painel Mercado do Povo" pintado 48 anos antes

A “intervenção mural coletiva” “48 artistas, 48 anos de liberdade”, que poderá ser acompanhada ao vivo entre as 10h00 e as 22h00, terá 24 metros de comprimento e três metros de altura e será uma reinterpretação do “Painel do Mercado do Povo”, segundo informação disponível no ‘site’ do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT).

O “Painel do Mercado do Povo” foi pintado em 10 de junho de 1974 na Galeria de Arte Moderna, em Belém, situada perto do Museu de Arte Popular. Entre os 48 artistas envolvidos naquela pintura coletiva contam-se Helena Almeida, Júlio Pomar, Ângelo de Sousa e Manuel Pires.

Na reinterpretação do mural, que contará também com a participação de 48 artistas, estarão alguns dos envolvidos na pintura original: Teresa Dias Coelho, Teresa Magalhães, Guilherme Parente, Emília Nadal, Eurico Gonçalves, Sérgio Pombo, José Aurélio e David Evans.

Os restantes “são artistas que se destacaram na cena artística ao longo dos últimos 48 anos de democracia em Portugal”, entre os quais: ±maismenos±, Alice Geirinhas, Ângela Ferreira, Blac Dwelle, Fernanda Fragateiro, Fidel Évora, Gabriel Abrantes, Joana Vasconcelos, Manuel João Vieira, Maria Imaginário, Obey SKTR, Pedro Cabrita Reis, Sara & André, Tâmara Alves e Vhils.

Alguns destes artistas integram a exposição “Interferências: Culturas Urbanas Emergentes”, patente no MAAT até 05 de setembro, que foi o ponto de partida para a iniciativa “48 artistas, 48 anos de liberdade”, que integra as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril e a programação das Festas de Lisboa.

Com curadoria de Alexandre Farto (Vhils), António Brito Guterres e Carla Cardoso, a mostra “Interferências: Culturas Urbanas Emergentes” “afirma as diferentes expressões da cultura urbana, explorando itinerários narrativos da cidade através de um diálogo que privilegia o museu enquanto espaço crítico, lugar de encontro entre várias comunidades e sensibilidades — as instaladas que o frequentam e as subalternizadas que o desconhecem”.

Nos jardins do MAAT, enquanto decorre a pintura do mural coletivo, haverá bancas de comida, “provenientes de várias comunidades da cidade de Lisboa”, e uma programação musical, pensada pelo Festival Iminente, “que junta diversas expressões de cultura urbana com atuações de ‘breaking’ e ‘breaking battles’, e concertos de Juana na rap e PRÉTU Xullaji”.

As ‘breaking battle’ (batalhas de ‘breakdance’) acontecem às 16h00 e às 19h30. As atuações de Juana na rap e de PRÉTU Xullaji estão marcadas para as 16h30 e 18h00, respetivamente.

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