Adriana Calcanhotto escolhe Coimbra para estrear em palco ‘Errante’

“A expectativa é muito alta, porque a estreia é num lugar em que me sinto acolhida. Eu e a cidade [de Coimbra] escolhemo-nos e acho que vai ser muito bom”, destacou.

Em declarações à agência Lusa, Adriana Calcanhotto explicou que esta não é a primeira vez que começa ou lança algo em Portugal, tendo a escolha recaído em Coimbra porque era precisamente para onde viajaria, para dar aulas de composição musical, quando começou a pandemia.

“A partir daquele momento, o mundo ficou suspenso para mim. Fiz um álbum na pandemia, estou lançando este álbum agora, já é possível viajar e o mundo voltou ao normal: achei que Coimbra era a cidade para recomeçar tudo”, referiu.

A cantora brasileira sobe ao palco do Grande Auditório do Convento São Francisco na noite de quarta-feira, para um espetáculo que faz parte do ciclo programático da Câmara Municipal de Coimbra – “Saudades do Brasil em Coimbra” -, que procura explorar as ligações multiculturais entre Portugal e o Brasil.

O concerto assinala o início da sua nova ’tournée’, que “vai durar uns dois anos” e que decorre depois de uma míni-temporada de concertos em homenagem a Gal Costa.

“O espetáculo ‘Errante’ já estava pronto e agora posso dedicar-me só a ele e à banda. Todos nós estamos muito animados, muito contentes, com o resultado da passagem da sonoridade do disco para o palco”.

Sobre o álbum, revelou que começou a ser desenhado “sem estar preso a qualquer conceito”, sendo composto por 18 temas quando ainda estava em bruto.

“Fomos para estúdio assim que foi possível [aquando da pandemia], fizemos as canções e tive bastante tempo para peneirar, para escutar. Não tinha compromisso, não tinha uma data para entregar, então fui escutando e essa peneira natural fez-se, ficando 11 canções”, apontou.

Essas 11 canções têm “o recorte da errância e do estar em movimento” e assinalam também a sua “alma lusitana”, como vincou na letra do tema “Prova dos Nove”.

O espetáculo terá cerca de uma hora e meia de duração, contando com “a mesma formação do álbum”, ou seja, “um power trio e um naipe com três sopros”.

“É a primeira vez que estou a fazer shows com o naipe de sopros e estou encantada com isso, acho que a sonoridade das outras canções, que não são do álbum, ganhando essa roupagem, com essa banda, ficam muito interessantes. É um show muito solar, que nos anima muito fazer e que acho que ficou muito bonito: não se parece com nada do que eu já tenha feito”, concluiu.

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