Aprovação do Plano de Atividades e Orçamento da Lusa adiado para junho

A discussão e aprovação do PAO para 2023 “foi adiada para 26 de junho”, acrescentou Joaquim Carreira.

Nos últimos oito anos, o orçamento da Lusa tem sido executado na segunda metade do ano, tendo em conta a aprovação tardia do Plano de Atividades e Orçamento. Por exemplo, em 2020, o PAO foi aprovado em 21 de setembro.

A assembleia-geral de 28 de março tinha aprovado “por unanimidade” quatro pontos da ordem de trabalhos relativos a 2022, os quais diziam respeito a 2022, nomeadamente o relatório de gestão e documentos financeiros, relatório do governo societário, proposta de aplicação de resultados e apreciação da administração e da fiscalização da sociedade, mas a votação do PAO tinha sido adiado para hoje.

O resultado líquido da Lusa em 2022 foi de cerca de 110 mil euros, inferior aos 383 mil euros de 2021, em resultado, nomeadamente, de impactos inflacionistas, gastos em cibersegurança e na cobertura da guerra na Ucrânia.

A Lusa é detida em 50,15% pelo Estado. O restante capital encontra-se nas ‘mãos’ de privados, com a Global Media Group (GMG), que é liderada por Marco Galinha e detém os títulos Diário de Notícias (DN), Jornal de Notícias (JN), TSF, entre outros, a controlar 23,36%, seguida da Páginas Civilizadas, do grupo Bel, de Marco Galinha (que também é acionista da GMG), com 22,35%, da NP – Notícias de Portugal, detentora de 2,72%, e do Público, com 1,38%.

A RTP detém 0,03% da Lusa, enquanto O Primeiro de Janeiro, SA e a Empresa do Diário do Minho, Lda possuem, cada um, uma posição de 0,01% da agência de notícias portuguesa.

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