Catalães Els Joglars abrem hoje 40.º Festival de Almada

Nesta 40.ª edição do festival organizado pela Companhia de Teatro de Almada (CTA), é homenageado o encenador e fundador do Teatro da Comuna, João Mota.

As estreias portuguesas anunciadas são ‘Calvário’, da CTA, com texto e encenação de Rodrigo Francisco, e ‘Ventos do apocalipse’, de Noé João, uma versão para palco do romance homónimo da escritora moçambicana Paulina Chiziane, Prémio Camões 2021, pelo Teatro Griot, em coprodução com os Artistas Unidos.

Do encenador alemão Peter Stein, que regressa ao festival, será apresentado ‘O aniversário’, de Harold Pinter. Outro regresso é o do britânico Declan Donnellan, desta vez com a ‘A vida é sonho’, de Calderón de la Barca.

De regresso está também a companhia Schaubühne de Berlim, antiga ‘casa’ de Peter Stein, que desta vez traz uma criação do suíço Milo Rau.

Quanto a estreias no festival, somam-se as da Batsheva Dance Company, com uma peça do seu coreógrafo residente, o israelita Ohad Naharin, e as dos coreógrafos Martin Zimmermann e Yoann Bourgeois (da Suíça e de França, respetivamente), assim como do coletivo francês Galactik Ensemble.

O festival contará ainda com peças do Teatro Nacional São João, do Teatro do Vestido, da Formiga Atómica e de Rui M. Silva.

O Teatro Nacional São João apresenta ‘Suécia’, de Pedro Mexia, com encenação de Nuno Cardoso. Joana Craveiro e o Teatro do Vestido propõem ‘Aquilo que ouvíamos’, “uma viagem ao tempo das cassetes”.

A Formiga Atómica de Miguel Fragata e Inês Barahona repõe ‘Montanha-russa’, um dos êxitos de 2018, com música dos Clã (Helder Gonçalves e Manuela Azevedo), e o ator Rui M. Silva interpreta a solo um texto de Afonso Cruz intitulado ‘A equipa’.

O Teatro Experimental de Cascais apresenta o Espetáculo de Honra, votado pelo público na edição anterior para regressar este ano: ‘Eu sou a minha própria mulher’, de Doug Wrigth, com encenação de Carlos Avilez.

No âmbito da homenagem a João Mota, no próximo sábado, será apresentada a sua penúltima encenação, ‘Não andes nua pela casa’, de Georges Feydeau.

A peça de abertura, ‘Vala-nos Aristófanes’, pela companhia catalã Els Joglars, define-se como uma comédia com “palavas amargas”, na linha do dramaturgo grego.

Encenada por Ramon Fonteserè, que convoca o autor de ‘As Aves’ para que este “diga o que pensa”, o espectáculo centra-se num ex-professor de cultura clássica que, depois de despedido e de internado num estabelecimento de saúde mental, se “lança à jugular” de uma censura que, “em nome de uma certa moral, vai fazendo com que criadores se tornem polícias de si próprios, retirando-lhes a capacidade criativa”.

“Dar espaço à dúvida” foi, para o diretor artístico da CTA, Rodrigo Francisco, o mote para esta 40.ª edição.

Os espetáculos distribuem-se por nove palcos de Almada (Teatro Municipal Joaquim Benite, Escola D. António da Costa, Fórum Romeu Correia, Incrível Almadense, Academia Almadense) e Lisboa (Centro Cultural de Belém).

A programação pode ser consultada em https://festival.ctalmada.pt/.

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