Centenas na Feira do Livro de Lisboa ainda antes da inauguração oficial

A inauguração oficial estava marcada para as 18:00, embora a feira tenha aberto às 14:00, e pelas 17:00 já centenas de pessoas subiam e desciam as alamedas do Parque, parando nos pavilhões das várias editoras.

Filipa Tomás, de Almada, aproveitou um dia com o tempo mais ‘farrusco’ para trocar a praia por uma ida à feira. Quando a Lusa a encontrou tinha acabado de comprar dois livros e já levava “três horas de feira e duas voltas por todos os pavilhões”.

Com uma lista de compras na cabeça, faltam-lhe ainda comprar dois livros e conta regressar ao Parque Eduardo VII até 11 de setembro, quando a feira terminar, “pelo menos mais uma vez”.

Miguel Silva, que vive em Lisboa e é frequentador assíduo da feira, também aproveitou as férias para uma visita logo no primeiro dia. Na companhia da filha, Olivia de quatro anos, levava já um livro na mão quando a Lusa os encontrou.

Como tem “ideias concretas” de livros que quer comprar, hoje faz uma primeira visita de reconhecimento e irá voltar para aproveitar para comprar ‘livros do dia’. Olivia tem a sua própria lista: “livros do Spidey e da Bluey”, personagens de desenhos animados.

Também de férias, e de visita à família em Lisboa, André Trindade, de Torres Novas, soube “hoje que a feira abria hoje” e nem hesitou. Ao fim de duas horas já tinha comprado três livros. “E ainda vou comprar mais dois”, contou.

Com menos tempo na feira, “acabada de chegar”, Luísa Andrade também já tinha comprado dois livros, a pensar na filha que vai nascer. “Vim hoje porque não sei até quando poderei vir”, contou a grávida, em final de tempo.

Entre os visitantes habituais, a Lusa encontrou duas estreantes, Maria Lourenço e Diana Mateus, de Santarém.

Como ambas gostam de ler e já estavam em Lisboa, aproveitaram para conhecer a feira. Na mala Maria já leva um livro e Diana dois. Este ano “será difícil” regressarem, mas para o ano já têm planos de voltar.

“É muito interessante ver as pessoas entusiasmadas com os livros”, disse Maria à Lusa.

A 92.ª Feira do Livro foi inaugurada pelas 18:00, numa cerimónia que contou com a presença do Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, da Secretária de Estado da Cultura, Isabel Cordeiro, do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e o presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), Pedro Sobral.

Isabel Cordeiro salientou que “o contacto com o livro deve ser estabelecido nos primeiros anos de vida” e que “os hábitos culturais, e muito significativamente o hábito de leitura, enriquecem as pessoas enquanto cidadãos”.

Já Carlos Moedas sublinhou a importância da “maior montra editorial em Portugal”, reforçando que a Feira do Livro de Lisboa “é muito mais do que comercial, é uma referência do país”.

O autarca destacou a presença da Ucrânia na feira, “com um espaço para promover a sua cultura”, sublinhando que “a cidade de Lisboa estará sempre do lado da Liberdade”.

O presidente da APEL lembrou que, até 11 de setembro, estarão no Parque Eduardo VII, “em 340 pavilhões distribuídos por 140 expositores, editores e livreiros, que representam 961 marcas editoriais e milhares de autores”.

Pedro Sobral recordou que a APEL irá “estudar e avaliar com o Ministério da Cultura” medidas apresentadas pela associação, entre as quais “a criação de um cheque livro anual no valor de 100 euros para jovens de 18 anos, uma taxa reduzida ou híper reduzida de IVA [para os livros] e a classificação do livro como bem e serviço essencial”.

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