Ciclo Hádoc mostra "o melhor do cinema documental" de 2022 a Leiria

Com exibições quinzenais ao longo de três meses, Hádoc assume-se “um festival com um formato um bocado diferente”, explicou à agência Lusa um dos responsáveis pela programação. 

“O propósito é criar aqui uma plataforma de divulgação de cinema documental, uma seleção de filmes documentais que tenham a ver com a atualidade e com temas que achamos interessantes e prementes”, afirmou Nuno Granja.

Organizado pela ecO — Associação Cultural de Leiria, o ciclo ambiciona “criar uma base de discussão dos temas e de debate sobre a atualidade”.

“Queremos mostrar o que foi o melhor do cinema documental do ano passado”, sublinhou.

Em 2023, Hádoc arranca a 04 de abril, com “Hallellujah: Leonard Cohen, uma viagem, uma canção”, de Dan Geller e Dayna Goldfine, cumprindo a tradição de dar início ao ciclo com um filme ligado à música. 

A programação compreende “dois filmes mais de autor”, um do Paulo Carneiro, “que já cá esteve com ‘Bostofrio’, que é o ‘Périphérique Nord’”, a projetar no dia 13 de junho, e “‘A loja de penhores’, um filme polaco [de Lukasz Kowalski] bastante divertido”, agendado para 16 de maio.

No campo da atualidade, Hádoc integra dois documentários. 

“Um é ‘O território'”, de Alex Pritz, a 02 de maio, “que tem a ver com a luta dos indígenas no Brasil e a proteção da floresta”, seguindo-se, no dia 30 de maio, “Retirada”, de Matthew Heineman, “um autor bastante premiado que foca os últimos meses da permanência dos americanos no Afeganistão”.

A lista de filmes a exibir completa-se com dois documentários “mais generalidades, mas muito bonitos”, que “foram os dois nomeados aos Óscares, mas infelizmente não ganharam”.

“Tudo o que respira”, de Shaunak Se, é sobre dois irmãos, “uma família de indianos de Nova Dehli, que se dedicam a proteger o milhafre preto na cidade. É belíssimo, muito, muito bonito”, diz Nuno Granja. A projeção é no dia 18 de abril.

O ciclo encerra no dia 27 de junho com “Fire of love”, de Sara Dosa, traduzido pela organização como “Amor vulcânico”: 

“É uma história fantástica, feita só com imagens de arquivo sobre dois vulcanólogos que eram um casal. É muito engraçada a dinâmica do casal e o amor deles pela vulcanologia”, conclui Nuno Granja.

Todos os filmes são exibidos no Teatro Miguel Franco, às terças-feiras, a partir das 21:30.

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