Coletivo Teatral do Algarve pretende aproximar e capacitar profissionais

O Colecta2023 é uma iniciativa da Mákina de Cena, conta com a coprodução do Cineteatro Louletano, do Teatro das Figuras de Faro, do Auditório Carlos do Carmo, em Lagoa, e do Centro Cultural de Lagos, envolve também companhias e estruturas de todo o Algarve e o resultado final será um espetáculo, criado em residência artística, com 10 atores em palco, a estrear em novembro, em Loulé, adiantou Carolina Santos, da Mákina de Cena.

A mesma fonte disse que esta iniciativa pretende “juntar num projeto vários atores do tecido artístico regional” e “unir esforços” para “conhecer o trabalho de todos e para trabalharem todos em conjunto”, numa região “subfinanciada a nível artístico e cultural” e onde há “uma carência” de profissionais.

Além de proporcionar a colaboração artística, o projeto tem também nos seus fundamentos a “capacitação”, explicou Carolina Santos, frisando que há no Algarve uma “grande lacuna” de profissionais da parte técnica, como a produção, o design de luz ou a cenografia e figurinos.

“Se quiser contratar um ‘designer’ de luz para um espetáculo, os poucos que existem estão sempre tomados e qualquer estrutura profissional que precise de um desenho de luz vê-se aqui num grande berbicacho para poder ter um profissional a trabalhar com ela”, exemplificou, considerando que há, na região, “uma falta enorme ao nível da capacitação”.

Carolina Santos afirmou que é necessário dar mais passos para melhorar as disponibilidade de profissionais na região e o Coleta é uma “mais um degrau” para progredir nesse sentido.

A iniciativa vai ter início com um ‘workshop’ aberto a atores sediados no Algarve, ministrado por Nuno Pinto custódio, “que é um pedagogo e um pensador e fazedor de teatro muito importante na atualidade no panorama português teatral” e vai “liderar o projeto ao nível da criação”, contando para isso com a participação de atores de “várias estruturas profissionais e de atividade continuada teatral no Algarve”.

“Lançámos um ‘open call’, que é o grande mote para estas primeiras comunicações, em que vamos ter um ‘workshop’ do Nuno Pinto Custódio, de 40 horas, no final de agosto e início de setembro, e em que guardámos pelo menos um ou dois lugares do elenco para serem selecionados pessoas que vão participar no ‘workshop'”, revelou, lançando um apelo para a participação de todos os atores e atrizes sediados no Algarve para aderirem ao projeto.

O elenco de 10 atores contará com dois intérpretes selecionados no ‘workshop’ e vai estar depois, “desde dia 11 de setembro até dia 10 de novembro, em residência com o Nuno Pinto Custódio, em ensaios”, para preparar “uma criação encenada por este profissional”.

“A data de estreia é 10 de novembro no Cineteatro {Louletano], mas entre fevereiro e março de 2024 já temos datas marcadas no centro cultural de Lagos, no Teatro das Figuras de Faro e no auditório de Lagoa”, assinalou.

Paralelamente, serão também feitos ‘workshops’ de produção, orientado por Pedro Silva, de cenografia e figurinos, com Patrícia Raposo, e de iluminação, comandado por Mafalda Soares Oliveira, permitindo que se avance na criação de uma “força de trabalho que possa depois acompanhar o projeto” e aumentar o número de profissionais na região.

Questionada sobre se a iniciativa irá ser replicada no futuro, a mesma fonte respondeu que sim, adiantando que a organização gostaria de que o Colecta tivesse uma periodicidade bienal, realizando-se de novo em 2025.

Leia Também: Festival Fazer a Festa regressa à Maia a partir de dia 26

Deixe um comentário