Consolata Museu exibe olhar diferenciador de 21 fotógrafos sobre Fátima

A coletiva tem curadoria dos repórteres fotográficos Luís Filipe Coito e Rui Miguel Pedrosa, e é composta por uma seleção de 36 imagens de grande formato e 30 fotografias mais pequenas, agrupadas em três séries.

Segundo a sinopse, “Iter fidei (caminhos da fé)” não apenas celebra a beleza estética e o poder das imagens, através dos registos de “momentos de devoção fervorosa, expressões de esperança inabalável e rituais que transcendem o tempo”, mas também pretende incentivar a “reflexão profunda sobre o papel da religião nas vidas e sociedades”.

Em foco vão estar imagens desde 1974 até à atualidade, explicou à agência Lusa Rui Miguel Pedrosa, detalhando que aos fotojornalistas convidados foi pedido um olhar diferenciador, que, por vezes, se revela em detalhes entre a multidão.

“Nós vemos esses momentos de culto, de introspeção, entre todos aqueles milhares de pessoas que por lá passam”, explicou o repórter e curador da exposição, que faz a cobertura dos acontecimentos em Fátima desde 2009 para jornais como o Correio da Manhã, Global Imagens/JN, Observador e também agência Lusa.

Uma das dificuldades foi definir quem convidar: “O dilema foi que fotógrafos escolher”, recordou, tal a quantidade e qualidade do que foi fotografado nas últimas décadas.

“Não é só o Santuário de Fátima, tem um bocadinho de tudo, desde quando a imagem de Nossa Senhora andou pelas freguesias em Portugal, a algumas fotografias que foram feitas também de momentos de peregrinação”, antecipou Rui Miguel Pedrosa.

Integram a lista de participantes Alfredo Cunha, Ana Brígida, António Pedro Ferreira, Daniel Rocha, Diana Tinoco, Enric Vives-Rubio, Filipe Amorim, João Porfírio, Joaquim Dâmaso, José Carlos Carvalho, José Sena Goulão, Leonel de Castro, Nuno André Ferreira, Nuno Ferreira Santos, Paulo Novais, Paulo Pimenta, Rodrigo Cabrita, Rui Caria, Rui Duarte Silva e os curadores Luís Filipe Coito e Rui Miguel Pedrosa.

No Consolata Museu, uma das séries a exibir reflete um trabalho de vários anos de Paulo Pimenta, do jornal Público, sobre peregrinações. Outro microprojeto de “Iter fidei” é do próprio Rui Miguel Pedrosa, que mostra pela primeira vez uma coleção de fotografias de tatuagens de cariz religioso.

“Gosto de ir a Fátima, porque gosto mesmo de fotografar aqueles momentos e do desafio de procurar também coisas diferentes”, contou o fotógrafo que, mesmo a título pessoal, acompanha frequentemente o que acontece nas peregrinações.

“Costumo dizer, na brincadeira, que gosto de ir a Fátima fotografar porque se algum dia houver lá alguma aparição, eu quero lá estar para fotografar”.

“Iter fidei (caminhos da fé)” pode ser visitada no Consolata Museu, em Fátima, de 15 de julho a 21 de outubro.

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