Diversidade e internacionalização marcam 27.º festival de teatro Acaso

O festival produzido pel'”O Nariz” – Teatro de Grupo realiza-se de 16 de setembro a 30 de outubro e envolve 15 grupos de teatro, músicos e outras estruturas de Espanha, França, Bulgária, São Tomé e Príncipe, Estados Unidos da América e Portugal.

O grupo divulgou que, ao todo, são 22 espetáculos, sessões de cinema e concertos, que acontecem sobretudo em Leiria, mas também na Batalha, Marinha Grande e Porto de Mós, concelhos do distrito de Leiria.

“É uma programação variada, para vários gostos, para várias idades, para quem gosta de descobrir”, explicou à agência Lusa o programador e responsável pel'”O Nariz”.

Segundo Pedro Oliveira, depois de ter resistido à pandemia, o festival debate-se agora com a indefinição provocada pela guerra na Ucrânia.

“Está tudo caríssimo e está tudo parvo. As pessoas estão com os recursos mais limitados e também há a questão da disponibilidade mental e do medo, que bloqueia. Vamos ver o que vai acontecer [em termos de afluência de público]”.

Por isso, a organização tentou selecionar “espetáculos diferentes, para chegar a pessoas diferentes”, como alguns formatos pensados para a rua e o convite a companhias internacionais, sintetizou Pedro Oliveira.

A abrir o festival, dia 16 de setembro, há “Hamster Clown”, um espetáculo retro-futurista e sem texto do encenador Ricardo Neves-Neves e do performer Rui Paixão, que sublimam a mensagem através de efeitos sonoros e visuais. No Teatro José Lúcio da Silva (TJLS), em Leiria, é dado o mote para esta 27.ª edição do Acaso. 

Depois, no Castelo de Leiria, Teatro do Mar apresenta no dia 17 um espetáculo de novo circo, “Mutabilia”, e, a 18 de setembro, o TJLS recebe “Outros Mashup”, projeto do MC Rodrigo Brandão com Sun Ra Arkestra. Nesse mesmo dia, mas no Teatro Miguel Franco (TMF), em Leiria, é apresentado uma peça do Centro de Intercâmbio Teatral de São Tomé, “Tchiloli, uma tragédia actual”.

“Noites brancas”, do Teatro Art’Imagem, a partir de romance homónimo de Dostoiveski, sobe ao palco do TMF no dia 22 e no dia seguinte estreia “Contos Paralelos 2″, d’”O Nariz”, no Espaço Nariz Teatro.

Pilar Puyana e Fernando Guerreiro levam a animação com areia e narração “O Último Inverno” ao TMF no dia 24 e, a fechar setembro, é projetado o filme “O crime do Padre Mamado”, no Espaço o Nariz, no dia 29, e as Partículas Elementares fazem “Ninho” no TMF, no dia 30.

Em outubro, o festival mostra no dia 01, no Fórum Cultural de Porto de Mós, em ante-estreia, a nova versão de “Viemos todos de outro lado”, d’”O Nariz”, enquanto no dia 06 há performance de breakdance com “Conectamos o mundo”, que os franceses Surprise Effect levam ao Mercado de Santana, em Leiria.

O marionetista búlgaro Teodor Borisov revela o seu mundo de micro-dramaturgias no dia 07, de manhã, na Associação Cultural e Recreativa da Comeira, na Marinha Grande, e, à tarde no Mercado de Santana, em Leiria.

“A melhor obra da história” chega ao TMF no dia 08 de outubro, pelo Spasmo Teatro, e no dia 14 do mesmo mês o Teatro Amador de Pombal serve “O banquete” na mesma sala.

A estreia de “Viemos todos de outro lado” acontece durante o festival, no dia 15 de outubro, no TMF, enquanto no dia seguinte há Micro Festival o Portão no Espaço Nariz Teatro.

“Evocations”, projeto musical de Marco Santos gravado durante a pandemia, com 25 músicos à distância, é revelado no TMF no dia 21 de outubro.

Para 23 de outubro está reservada a estreia de “Noite”, nova peça d’”O Nariz”, a partir de “Antes que a noite venha”, de Eduarda Dionísio.

Outra estreia está agendada para 27 de outubro, “Os Mamais – Perdi-te em Moka Ville”, um filme produzido pelo coletivo Fulo HD.

À Batalha, o festival leva em 29 de outubro “Ninho”, com as marionetas da Partículas Elementares, e até Leiria viaja a Ajidanha, de Idanha-a-Nova, para representar nesse dia “Magalhães e Elcano” no TMF.

O festival termina em 30 de outubro, com festa no Espaço Nariz Teatro.

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