Escritores de Brasil, Moçambique e Portugal na final do Prémio Oceanos

Alexandra Lucas Coelho com ‘Líbano, labirinto’, Djaimilia Pereira de Almeida, com ‘Maremoto’, e José Gardeazabal com ‘Quarentena — Uma história de amor’, representam Portugal entre os finalistas deste ano.

Já os autores moçambicanos selecionados para a fase final do Oceanos são João Paulo Borges Coelho, com ‘Museu da Revolução’, Pedro Pereira Lopes com ‘O livro do homem líquido’ e Teresa Noronha com ‘Tornado’.

A lista também conta com os autores brasileiros Micheliny Verunschk, que concorre com ‘O som do rugido da onça’, Maria Fernanda Elias Maglio com ‘Quem tá vivo levanta a mão’, Ana Martins Marques com ‘Risque esta palavra’ e Tatiana Salem Levy com ‘Vista Chinesa’.

Os organizadores do Oceanos indicaram que os autores das 10 obras classificadas serão convidados para uma série de eventos no Brasil, em Moçambique e em Portugal.

As conversas acontecerão em três unidades da Livraria da Travessa, em São Paulo e Rio de Janeiro, no Brasil, e na Livraria Travessa em Lisboa, em Portugal, que receberão os escritores brasileiros e portugueses entre a última semana de novembro e a primeira de dezembro.

Em Moçambique, a programação será em Maputo, em local a ser definido. O calendário desses encontros será divulgado nas redes sociais do Prémio Oceanos.

Pela primeira vez, o anúncio dos vencedores acontecerá em Moçambique, num país de língua portuguesa do continente africano.

O anúncio dos vencedores vai ocorrer no dia 09 de dezembro, às 17:00 de Portugal e 18:00 de Maputo, num evento transmitido em tempo real pelo YouTube do Oceanos.

Uma comitiva formada pela gestora cultural e coordenadora do Oceanos Selma Caetano, a jornalista e curadora Isabel Lucas e o escritor Luís Cardoso, vencedor do Prémio Oceanos 2021, vai a Moçambique para assinar um Memorando de Entendimento com o Ministério da Cultura e Turismo de Moçambique.

Com a consolidação da parceria com Moçambique, fechada em 2022, os organizadores destacaram que o prémio Oceanos conta agora com a colaboração direta de Cabo Verde, Moçambique e Portugal, além da cooperação institucional da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Com isso, o Oceanos está mais próximo de seu objetivo primeiro de ter parceiros com todos os países membros da CPLP para alcançar a totalidade da produção literária de língua portuguesa produzida ao redor mundo.

Em 2023, a comissão curatorial do Oceanos formada por representantes de Brasil, Cabo Verde, Moçambique e Portugal proporá reformulações do regulamento do prémio, buscando concretizar a catalogação das literaturas em língua portuguesa que a Oceanos Cultura vêm realizando desde 2021.

Este ano, concorreram ao Oceanos 2.452 títulos de autores de 17 diferentes nacionalidades, com obras publicadas em sete países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Estados Unidos, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal.

O valor total do prémio é de 250 mil reais (cerca de 48 mil euros na cotação atual), sendo 120 mil reais (23,1 mil euros) destinados ao primeiro colocado, 80 mil para o segundo (15 mil euros) e 50 mil para o terceiro (9,6 mil euros).

O Oceanos é realizado por via da Lei de Incentivo à Cultura, pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, e conta com o patrocínio do Banco Itaú e da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas da República Portuguesa; o apoio do Itaú Cultural, do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde e do Fundo Bibliográfico da Língua Portuguesa, assim como o apoio institucional da CPLP.

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