Estúdios de Hollywood trabalham para evitar nova greve (agora de atores)

Os principais estúdios de cinema e televisão de Hollywood e o sindicato que representa 160 mil atores estiveram envolvidos em conversações de última hora esta quarta-feira, antes do prazo limite definido da meia-noite, para tentar evitar uma segunda greve laboral no sector do entretenimento, reporta a Reuters.

O SAG-AFTRA, o maior sindicato de Hollywood, exige uma remuneração mais elevada numa era dominada pelo ‘streaming’, bem como salvaguardas relativamente à utilização da inteligência artificial (IA). 

Os membros do sindicato autorizaram que se avançasse com uma greve caso os negociadores não conseguissem chegar a um acordo. Aliás, grandes nomes do cinema, como Jennifer Lawrence e Meryl Streep, mostraram-se já disponíveis para aderir.

Concretizando-se, juntar-se-iam a cerca de 11.500 membros do Writers Guild of America (WGA), que agrega guionistas de cinema e televisão de dois sindicatos norte-americanos diferentes, que entraram em greve no início de maio (e desde então nunca mais pararam).

Segundo a agência noticiosa citada, tal greve levou os ‘talk shows’’ televisivos noturnos a repetições intermináveis e perturbou a maioria da produção da temporada televisiva de outono e a rodagem de alguns filmes de grande orçamento.

Uma greve do SAG-AFTRA obrigaria a encerrar, agora, mais locais de rodagem e pressionaria os estúdios a encontrar uma solução.

Algumas celebridades já reagiram ao tema. Foi o caso da atriz Florence Pugh, durante um evento promocional do filme ‘Oppenheimer’, em Londres: “Toda a gente se sente tensa e espera que a resposta seja a correta”.

Na terça-feira, os negociadores do SAG-AFTRA concordaram com um pedido do estúdio para ter a intervenção de um mediador federal. Mas o sindicato afirmou que os representantes dos estúdios “abusaram da confiança” com as fugas de informação para os meios de comunicação social e que não iam mexer no prazo definido anteriormente para o cessar das negociações: quarta-feira à noite. 

Em cima da mesa estão reivindicações como melhores salários e outras questões, incluindo a utilização de IA na produção televisiva e cinematográfica. Os atores querem, neste âmbito, garantias de que as suas imagens digitais não serão utilizadas sem a sua autorização.

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