Exposição em Évora mostra ligação da família Eugénio de Almeida a Lisboa

Intitulada “No tempo dos dias lentos. Casa e Parque de Santa Gertrudes”, a mostra, divulgada hoje pela Fundação Eugénio de Almeida (FEA), em comunicado, está integrada no programa das comemorações dos 70 anos da instituição.

A exposição “revela a ligação e proximidade da família Eugénio de Almeida à cidade de Lisboa, através de uma abordagem artística à Casa de Santa Gertrudes e ao parque circundante”, realçou.

Segundo a FEA, a mostra, com curadoria de Susana Lourenço Marques, integra fotografias e vídeos da autoria de Paulo Catrica, Rita Barros e Virgílio Ferreira e uma dramaturgia sonora de Tiago Schwäbl.

“As imagens, recolhidas entre 2017 e 2019, fixam a memória de um tempo concreto na vida da Casa e do Parque de Santa Gertrudes, mas a exposição recorre a diversos arquivos que contextualizam as muitas apropriações que este emblemático lugar teve ao longo dos séculos XIX e XX”, assinalou.

As fotografias de arquivo, de acordo com a FEA, lembram a instalação do primeiro jardim zoológico de Lisboa, o velódromo, o hipódromo, os eventos de balonismo ou o acolhimento da Feira Popular de Lisboa.

Já a dramaturgia sonora de Tiago Schwäbl procura avivar as “micronarrativas relacionadas com as muitas vivências do parque e da casa”, referiu.

Citada no comunicado, a curadora da exposição, Susana Lourenço Marques, realça que a mostra constitui-se como “uma oportunidade única para se conhecer intimamente um lugar ainda misterioso para os lisboetas”.

Com entrada livre, a exposição poderá ser visitada, até 19 de novembro deste ano, de terça-feira a domingo, entre as 10:00 e as 13:00 e as 14:00 e as 19:00.

O Centro de Arte e Cultura “é um espaço vocacionado para a promoção de ações artísticas e culturais” que aposta numa “programação multidisciplinar, formativa e inclusiva” através de exposições “com um foco especial na arte contemporânea”, explicou a fundação.

Uma primeira parcela do Parque de Santa Gertrudes, fronteira à atual avenida de Berna, foi adquirida em 1957 pela Fundação Calouste Gulbenkian, permitindo a instalação do edifício-sede, do Museu, do Jardim e, mais tarde, do Centro de Arte Moderna, que se encontra agora em obras de expansão para outra parcela do parque, confinante com a Avenida Marquês de Fronteira.

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