Exposições de Artur Barrio e Eduardo Matos exploram "ficções de lugares"

“As novas exposições do CIAJG investigam os modos como artistas de diferentes gerações imaginam espaços de invenção, lugares que sobrepõem várias camadas de significado, escapando ao racional. Os próximos meses renovam assim a aura do CIAJG, contando, nomeadamente, com a presença de uma figura incontornável da arte contemporânea — Artur Barrio — que há mais de 50 anos vem alicerçando um trabalho que ecoa nos dois lados do Atlântico, entre Portugal e Brasil”, indicou um comunicado da instituição.

De Artur Barrio, nascido em Portugal e a residir no Brasil há mais de 60 anos, o CIAJG vai apresentar a exposição ‘Interminável’, com curadoria de Luiz Camillo Osorio e Marta Mestre, que parte “da instalação com o mesmo título que pertence à coleção do museu S.M.A.K. (Gante, Bélgica) — parceira do CIAJG, a par da Fundação de Serralves, nesta exposição”.

Para além da instalação que dá nome à mostra, o CIAJG vai receber “uma seleção de trabalhos provenientes do arquivo do artista e de coleções institucionais e privadas de Portugal”, como ‘Registros’, um núcleo dos ‘CadernosLivro’, e “imagens reproduzidas a partir do arquivo pessoal do artista, relacionadas com o mar”.

No mesmo dia, o CIAJG inaugura a exposição ‘Fabriqueta’, de Eduardo Matos, com curadoria de Inês Moreira.

‘Fabriqueta’ “incide sobre o território fabril do Norte do país, em particular as memórias do trabalho e os elementos físicos (banais e prosaicos) que projetam tanto a melancolia quanto a força coletiva e laboral do Ave e do Minho”, descreveu o CIAJG, sobre a exposição que ocupa o piso -1 do museu com uma reprodução em tamanho real daquilo que lhe dá título.

“A exposição pode ser entendida como uma grande instalação artística composta por núcleos, tais como um conjunto de desenhos (da série ‘Poesia Fabril’), objetos ‘ready-made’ ou replicados que mimetizam elementos da arquitetura e contexto material das fabriquetas, um conjunto de esculturas e maquetes de cartão, papel e outros materiais que procedem do processo da exposição, trabalhos sonoros de voz e ruídos, e a ‘fabriqueta’, propriamente dita”, acrescentou o comunicado.

Também no sábado, mas no Palácio Vila Flor, é inaugurada a exposição ‘A Prática do Infinito pela Leitura’, de Catarina Domingues e Ricardo Ribeiro, que parte da “intersecção de dois pontos, [da] obra ‘O Leitor’ de Pascal Quignard e [do] trabalho de 31 artistas plásticos em torno da ideia de leitura”.

Às 19:00 de sábado, no CIAJG, vai ser possível assistir a uma “performance-música” de Deputada (Francisca Marques).

A inauguração das exposições e a performance de Deputada têm entrada gratuita, até à lotação disponível.

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