Feira do Livro de Buenos Aires? "Oportunidade" para autores portugueses

“A expectativa que temos é que o próximo ano possa ser de aproximação na literatura porque somos dois países de tradição literária. A Feira do Livro de Buenos Aires é uma oportunidade para os argentinos conhecerem mais escritores portugueses e que possamos encontrar novas esferas de ligação cultural”, explicou à Lusa a ministra Mariana Vieira da Silva, que finaliza neste domingo três dias de visita a Buenos Aires para o Dia de Portugal.

No passado 13 de maio, durante a Feira Internacional do Livro de Buenos Aires, a mais importante da América Latina, a capital portuguesa foi anunciada como a próxima cidade convidada de honra para a edição de maio de 2024.

“É importante fazermos com que os laços do passado com Carlos Gardel e Amália Rodrigues ou Jorge Luis Borges (argentino lusodescendente) e Luís de Camões possam ser renovados com outras pessoas para que as novas gerações criem esses laços entre os dois países”, acrescentou a ministra.

Na quinta-feira (08), no seu primeiro dia de atividades em Buenos Aires, a ministra visitou a livraria El Ateneo “Splendid”, considerada uma das mais bonitas do mundo, adaptada ao antigo teatro Gran Splendid de 1919. A visita teve como anfitrião o lusodescendente Eduardo Gruneisen, um dos donos.

“A livraria Ateneo é uma joia da cultura de Buenos Aires. Na visita, uma das coisas que vimos foi quais são os escritores que têm ocupado lugares de destaque nos escaparatos. Os portugueses possam ganhar espaço com essa homenagem através da Feira do Livro porque esse tipo de eventos nos permite conhecer melhor novos escritores”, salientou Mariana Vieira da Silva.

Além das atividades com as máximas autoridades da Argentina, a ministra da Presidência portuguesa também visitou o estádio do Clube Boca Juniors e assistiu a um espetáculo de música clássica no Teatro Colón, um dos principais templos líricos do mundo.

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