Grammys. Harry Styles, Lizzo, Adele e Beyoncé são os grandes vencedores

Harry Styles viu o seu álbum “Harry’s House” ser distinguido com o prémio mais cobiçado da noite, Álbum do Ano, tendo também levado para casa a estatueta de Álbum Pop Vocal do Ano. 

“Isto não acontece muitas vezes a pessoas como eu”, disse o cantor britânico em palco, mostrando-se surpreendido pelo Grammy quando se previa que a vitória fosse de Beyoncé, com o álbum “Renaissance”. 

“Sinto-me um pouco arrebatado”, disse Harry Styles, mais tarde, aos jornalistas com a estatueta na mão. “Sinto que é uma validação de que estou no caminho certo”, considerou. “Porque quando entramos no estúdio para gravar um álbum, fazemos a música que queremos fazer”. 

Em contraste com as parcas palavras de Styles, Lizzo gritou motes entusiasmados e saltitou ao receber o Grammy por Gravação do Ano, com a sua canção “About Damn Time” do álbum “Special”. A cantora dedicou a vitória a um dos artistas que mais a inspirou, Prince, que morreu em 2016.

“Quando perdemos o Prince, decidi dedicar a minha vida a fazer música positiva”, contou. “Isto foi numa altura em que música positiva (…) não era a corrente principal e senti-me muito incompreendida. Senti que estava do lado de fora a olhar para dentro”, descreveu.

Lizzo emocionou-se ao referir-se a Beyoncé, uma das favoritas a ganhar esta categoria com “Break my Soul”. “Mudaste a minha vida”, afirmou, contando que quando andava no 5.º ano faltou às aulas para ir a um concerto da cantora.

Beyoncé foi uma das vencedoras da noite, conquistando quatro estatuetas e tornando-se na artista mais premiada de sempre, com 32 Grammys. 

No entanto, a cantora perdeu nalgumas das categorias mais cobiçadas e nas quais era uma das favoritas, incluindo Álbum do Ano, Gravação do Ano e Canção do Ano. 

Esta última categoria foi uma surpresa total, com a canção “Just Like That” de Bonnie Raitt a vencer contra nomeados como “As It Was” (Harry Styles), “Break my Soul” (Beyoncé) ou “All too Well” (Taylor Swift). 

“Estou tão surpreendida que não sei o que dizer”, disse Bonnie Raitt em palco, depois de murmurar: “estão a brincar comigo?” quando ouviu a Primeira-dama Jill Biden, que apresentou o prémio, anunciar o seu nome. 

Na sala de entrevistas, Raitt explicou que não esperava ter vencido, face a músicas que foram grandes sucessos.

Nas performances pop, Adele venceu a categoria a solo com “Easy on me”, que dedicou ao filho Angelo, e Kim Petras e Sam Smith venceram dueto ou grupo com “Unholy”. Petras tornou-se na primeira mulher transexual a ser premiada nesta categoria. 

A revelação do ano foi Samara Joy, que bateu nomeados como a brasileira Anitta e a banda italiana Måneskin (vencedora da Eurovisão em 2021). Joy também ganhou a estatueta para Melhor álbum jazz vocal com “Linger Awhile”. 

Já o porto-riquenho Bad Bunny voltou a vencer o prémio de Melhor álbum de música urbana, com “Un Verano Sin Ti”, depois de ter ganho esta mesma categoria na edição do ano passado. 

A 65.ª edição dos prémios Grammy, entregues pela Academia de Artes e Ciências de Gravação, decorreu esta madrugada na Crytpo.com Arena, em Los Angeles, com apresentação do comediante Trevor Noah. 

 

Lista de principais premiados:

Álbum do ano: “Harry’s House”, Harry Styles

Gravação do ano: “About Damn Time”, Lizzo

Canção do ano: “Just Like That”, Bonnie Raitt

Melhor performance pop a solo: “Easy on me”, Adele

Melhor performance pop em dueto ou grupo: “Unholy”, Sam Smith e Kim Petras

Melhor álbum de dança/eletrónica: “Renaissance”, Beyoncé

Melhor gravação de dança/eletrónica: “Break my Soul”, Beyoncé

Melhor álbum pop vocal: “Harry’s House”, Harry Styles

Melhor álbum pop tradicional: “Higher”, Michael Bublé

Revelação do ano: Samara Joy

Melhor álbum rock: “Patient Number 9”, Ozzy Osbourne

Melhor canção rock: “Broken Horses”, Brandi Carlile

Melhor álbum de música alternativa: “Wet Leg”, Wet Leg

Melhor álbum R&B: “Black Radio III”, Robert Glasper

Melhor canção R&B: “Cuff it”, Beyoncé

Melhor álbum música urbana: “Un Verano Sin Ti”, Bad Bunny (já tinha ganho em 2022)

Melhor álbum rock ou alternativa latino: “Motomami”, Rosalía

Melhor álbum pop latino: “Pasieros”, Rubén Blades & Boca Livre

Melhor álbum rap: “Mr. Morale & The Big Steppers”, Kendrick Lamar

Melhor álbum country: “A beautiful time”, Willie Nelson

Melhor álbum jazz vocal: “Linger Awhile”, Samara Joy

Melhor compilação de banda sonora para meios visuais: “Encanto”

Produtor do ano, não clássico: Jack Antonoff

Melhor vídeo de música: “All Too Well: the short film”, Taylor Swift

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