"Grande emoção" no regresso do SBSR ao "sítio onde foi feliz"

Depois do adiamento em 2019 e 2020 devido à pandemia da covid-19 e, em 2022, por causa da declaração de estado de contingência no país, no verão, face ao risco elevado de incêndio, Luís Montez, diretor da promotora Música no Coração, disse à Lusa que ver a zona arborizada, entre a lagoa de Albufeira e a praia do Meco, no concelho de Sesimbra com milhares de pessoas é um momento há muito desejado.

“É com grande emoção que voltamos ao sítio onde fomos felizes em 2019, agora com mais condições de segurança, mais bocas-de-incêndio, estacionamento melhor organizado e com iluminação”, referiu.

Para Luís Montez a adesão do público registada nas primeiras horas do SBSR, em que atuaram os Tara Perdida (Palco LG) e The Legendary Tigerman (Palco Super Bock), era já um claro indício das saudades que o público sentia do evento.

“A capacidade é 20 mil pessoas e vamos estar perto desse número se os convidados vierem todos. O recinto podia levar mais público, mas depois seriam filas para tudo e a experiência perder-se-ia se assim for”, vincou, explicando as razões pelas quais importa oferecer boas memórias aos visitantes.

“Queremos proporcionar uma boa experiência para que as pessoas voltem para o ano. O Festival já tem 27 edições e temos muita gente que já cá vem há muitos anos. Vamo-nos reconciliar com o Meco, com todas as condições de segurança. Estou muito orgulhoso do que a minha equipa fez e a Câmara de Sesimbra, que foi notável”, disse.

São muitos os que repetem o SBSR, mas também há outros que são estreantes. É o caso de Ana Borges, de 36 anos, que viajou de Mafra até ao Meco para ver The Offspring, fazendo questão de ser uma das primeiras a entrar no recinto para ficar na primeira fila.

“Vim pelos The Offspring. Esta talvez seja a sétima vez que os vejo em Portugal. Tinha 14 anos quando vi o primeiro concerto deles e esta ‘t-shirt’ – aponta orgulhosa para a indumentária que traz com uma imagem da banda norte-americana – que estou a usar tem 21 anos”, refere.

A admiração que nutre pelos músicos californianos foi a única razão pela qual Ana Borges foi com um amigo e uma irmã, também eles vestidos com roupa alusiva à banda, à Herdade do Cabeço da Flauta.

“É a primeira vez que estou neste Festival, se não fossem os The Offspring não estava cá”, confessa, explicando de forma pragmática os motivos que também a levam a marcar lugar junto ao palco principal do recinto.

“Tento ficar na primeira fila por duas razões: primeiro porque se consegue ver melhor e depois para fugir um bocadinho aos ‘moches’, sendo eu pequena nem sempre é fácil”, explica.

Quem garante não fazer questão de ficar na primeira fila é Tiago Santos, de 18 anos, que foi de Oeiras até ao concelho de Sesimbra, onde voltará no sábado.

“Não faço questão de ficar junto ao palco. Desde que esteja cá, está tudo bem. Tinha comprado o bilhete para 15 de julho, dia em que venho com a minha irmã ver Steve Lacy, que é o artista que mais quero ver neste cartaz. Depois a minha irmã ofereceu-me para hoje um bilhete porque a 070 Shake é a artista que eu e o meu amigo, que veio comigo, gostamos”, disse.

Estreante no Festival, Tiago Santos disse ter gostado do que viu desde que entrou no recinto.

“É a minha primeira no SBSR. Parece-me um local fixe para fazer um Festival diferente de outros. O ambiente é bom e as pessoas parecem-me ansiosas por estarem cá e aproveitar. Em Portugal, o único festival em que tinha estado antes foi o NOS Alive. Estes festivais de verão são diferentes porque as pessoas estão mais relaxadas e divertidas. Há outras energias e vibrações”, considerou.

De férias em Portugal, o brasileiro Celso Dias, de 32 anos, acompanhado pela namorada Isabela, de 29, explicaram as razões pelas quais foram ao Super Bock Super Rock.

“É a nossa primeira vez aqui. Viemos conhecer o Meco depois de termos pensado ir a outro Festival, mas não conseguimos ingresso e acabámos por vir para este. Queremos muito ver o Franz Ferdinand e The Offspring. Os 070 também são ‘bem legais'”, disse.

Celso Dias, originário de São Paulo, explicou que o cartaz do primeiro dia do Festival levou-o a viajar do Porto para o Sul do país, poucos dias depois de ter estado na Grande Lisboa de férias, durante a semana anterior.

“Chegámos há uma semana a Portugal e vamos ficar mais uma. Estivemos primeiro em Lisboa e agora estamos no Porto, de onde viemos para estar aqui e onde vamos voltar amanhã de manhã”, contou.

The 1975, Wu-Tang Clan, Caroline Polachek, Charlotte de Witte, Nile Rogers & Chic, Sam The Kid com Orquestra e Orelha Negra, entre outros, atuam sexta-feira, no segundo dia do Festival, enquanto no sábado, último dia do evento, Steve Lacy, Kaytranada, Parov Stelar, L’Impératrice e Pinkpantheress são alguns dos artistas que sobem ao palco.

A zona de campismo, gratuita para os portadores de passe de três dias, abriu na quarta-feira e encerra no domingo às 17:00.

Mais informações sobre a 27.ª edição do SBSR podem ser consultadas no ‘site’ oficial do festival em www.superbocksuperrock.pt.

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