Gulbenkian lamenta morte de "um dos mais notáveis" da poesia

 

Em comunicado, a presidente da Fundação Gulbenkian, Isabel Mota, lembra o “inestimável contributo [de Pedro Tamen] ao longo de 25 anos, estando o seu nome indissociavelmente ligado à história da Fundação e às áreas que tutelou” na entidade.

O Centro de Arte Moderna, as Belas Artes, o Serviço de Animação, Criação Artística e Educação pela Arte, e a Biblioteca de Arte foram algumas dessas áreas.

“A sua dedicação foi inexcedível e lembrá-lo-emos sempre”, vincou a responsável sobre a atividade do escritor que morreu hoje numa unidade hospitalar em Setúbal, como disse à agência Lusa uma fonte próxima da família.

Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, Pedro Tamen notabilizou-se como poeta e tradutor, estreando-se em 1956, com a obra “Poema para Todos os Dias”.

Publicou oito títulos de poesia, entre eles “O Livro do Sapateiro”, que lhe valeu o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, em 2010, e o Prémio Casino da Póvoa/Correntes d’Escritas, em 2011.

A totalidade dos seus livros de poesia está reunida na obra “Retábulo das Matérias”.

Pedro Tamen escreveu também teatro e traduziu autores como Gabriel Garcia Marquez, Reinaldo Arenas, Marcel Proust e Gustave Flaubert.

Foi chefe de redação do Jornal Encontro, dirigente cineclubista, professor no ensino secundário, diretor da Livraria Moraes Editora, dirigente da Associação Portuguesa de Escritores, e presidente do PEN Clube Português.

Fez crítica literária no jornal Expresso e colaborou em vários jornais e revistas em Portugal e no Brasil.

Pedro Tamen recebeu a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

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