INÊS APENAS. "Um cenário apocalíptico" com "um pedido urgente de fuga"

A segunda semifinal da 57.ª edição do Festival da Canção decorre no próximo sábado, dia 4 de março. No total, são 20 os concorrentes a querer representar Portugal na Eurovisão, em Liverpool.

 
O Notícias ao Minuto falou com todos os autores em competição e INÊS APENAS não foi exceção.

INÊS APENAS nasceu em Paris, mas é em Leiria que reside desde os três anos.

Foi em 2020, após concluir a licenciatura em Música, que deu “o passo definitivo na sua transformação”, segundo recorda a RTP. A pandemia também ‘ajudou’, tendo “começado a compor as suas próprias músicas durante o primeiro confinamento”. 

É pianista, cantora e compositora e distingue-se por “temas que cruzam pop, eletrónica, jazz, soul e sonoridades mais alternativas”. Em 2022, divulgou o EP ‘Um Dia Destes’, que conta com seis temas, incluindo o single ‘Tu Fazes Tão’.

O passo definitivo na sua transformação surgiu em 2020, depois de concluir a licenciatura, tendo começado a compor as suas próprias músicas durante o primeiro confinamento, apesar de já ter experiência como teclista em bandas de originais e de versões.

Porque é que quis participar no Festival da Canção?

O meu manager desafiou-me a participar. Escrevi uma música dois dias a seguir e enviei-lhe pelo WhatsApp. Delirámos os dois e decidimos “Bora fazer isto!”.

Já era fã do Festival da Canção? E da Eurovisão?  

Claro! Tenho acompanhado todos os anos e mais ainda desde 2019, uma vez que estive presente como ‘backing vocal’ da Surma, nesse mesmo ano. Eurovisão é um clássico de sofá: torcer por Portugal é imperativo.

Qual é para si a melhor música de sempre do Festival da Canção?

Esta é a pergunta mais difícil de todas. Podia dizer aqui o ‘E Depois do Adeus’, mas eu eu amei mesmo os ‘Telemóveis’ do Conan Osíris. ‘Amar pelos Dois’ marcou a diferença no Festival e na Eurovisão, em todos os sentidos. Confesso que o ‘Há Dias Assim’ é um ‘guilty pleasure’ para cantar no duche e ‘Senhora do Mar’ foi absolutamente marcante na Eurovisão de 2008.

Que mensagem transmite a música ‘Fim do Mundo’?

Este ‘Fim do Mundo’ fala de um possível cenário apocalíptico, em que a própria natureza está descontrolada. A grande mensagem é que devemos valorizar quem temos ao nosso lado porque, dessa forma, nem o fim do mundo interessa grande coisa. É um pedido urgente de fuga – queremos saber se a pessoa quer fugir também ou se decide ficar sozinha. É um fim do mundo leve e esperançoso, apesar de tudo, obviamente com uma mensagem de amor por trás.

Consegue levantar um pouco o véu de como será a atuação?

Não estarei APENAS eu em palco. O resto é esperar mas posso dizer que o piano vem comigo.

Como estão a correr os ensaios? Com que frequência ensaia?

Eu e a minha equipa andamos a preparar esta atuação há vários meses e ensaiamos regularmente, várias vezes ao mês: estamos a criar tudo de raiz para trazer um momento impactante a palco.

De que forma olha para as restantes canções e intérpretes desta edição do Festival?

Há músicas para todos os gostos. São todas boas e possíveis de representar Portugal. Acho que cada um tem uma voz muito específica e uma forma de transmitir emoções musicalmente que é super rica e interessante.

Quais são as suas expectativas face à participação no Festival da Canção? O que seria um bom resultado?

Estar no Festival da Canção já é um ótimo resultado e uma honra, mas quero muito chegar à final.

Depois da participação no Festival da Canção, o que se segue?

Segue-se um novo EP maravilhoso, cheio de música diferente da qual estou verdadeiramente orgulhosa. E seguem-se concertos também!

Que portas é que acha que o Festival da Canção pode abrir para o seu futuro?

Espero que abra portas para um pop em português sem medo das palavras. Um dos meus objetivos é tentar criar algo sonoramente diferente do que estamos habituados a ouvir, sem deixar de ser pop e sem medo de arriscar, não ficar na guitarra e voz e explorar contrastes e uma frescura que faz muita falta à música em Portugal.

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