Ministro frisa "democratização" do acesso às artes através de nova ‘app’

Esta nova ferramenta de divulgação de arte contemporânea, que permite mapear toda a arte contemporânea a nível nacional e que funciona como agenda, guia e mapa, é uma aplicação gratuita para Android e iOS, criada pela editora Contemporânea, com o apoio da Direção-Geral das Artes (DGArtes), no âmbito da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC).

O ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, presente na cerimónia de lançamento da aplicação, salientou o seu papel “integrador” e de “espaço de conhecimento mútuo”, por possibilitar que os portugueses conheçam o que é feito em Portugal ao nível da arte contemporânea, mas também mostrar lá fora, e a quem visita o país, “o que é feito cá”.

“Temos um território e um panorama na arte contemporânea muito interessante que ganha em ser integrado e em ganhar uma nova visibilidade”, afirmou, sublinhando que a “democratização do acesso à cultura” é um dos principais objetivos do seu ministério.

“Temos um problema de obstáculos de acesso, sociais e geográficos”, afirmou, considerando que essa distância “tem de ser contrariada”, para o que a criação da RPAC e a aquisição de obras de arte contemporânea para a Coleção do Estado — que vai ter um primeiro momento expositivo em março, em Foz Côa – são “instrumentos fundamentais para levar ao país o que se faz em arte contemporânea”, a que se junta agora esta nova ferramenta.

“A aplicação corresponde a um instrumento de integração dessas dinâmicas, que têm depois uma outra componente no programa de apoios sustentados. Nos concursos de apoios sustentados para as artes visuais, a dotação para este quadriénio que se inicia em 2023 triplicou face ao quadriénio anterior e isso mostra a importância e o compromisso que temos com a arte contemporânea”, disse Pedro Adão e Silva.

O diretor-geral das Artes, Américo Rodrigues, considerou igualmente que a aplicação hoje lançada “dá um grande contributo para fortalecer a prioridade [da tutela] no sentido de valorizar, promover, divulgar e desenvolver a arte contemporânea em Portugal”.

“Temos de democratizar de uma vez por todas o acesso às artes”, afirmou o responsável, frisando que a tónica não pode ser posta apenas na criação, mas também na “fruição por parte dos cidadãos”, para aumentar o acesso e captar novos públicos.

A “Portugal Contemporary Art Guide” pode ser descarregada gratuitamente a partir de hoje e disponibiliza em tempo real e em constante atualização toda a produção artística contemporânea existente no país.

Na aplicação é possível encontrar informação sobre artistas, exposições e coleções, incluindo ainda os vários equipamentos expositivos, fundações, bienais e espaços independentes sem fins lucrativos.

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