Moçambique, Brasil e Portugal mostram que todos os animais importam

A mostra “Bichos de Cá, Bichos de Lá”, alusiva ao Dia Mundial do Ambiente, que se assinala hoje, exibe na Galeria do Porto de Maputo animais como o leão, hiena, girafa e a impala que se encontram na floresta moçambicana, a cabra-montês que existe no Parque Nacional de Peneda-Gerês (Portugal), bem como a onça-pintada e a capivara brasileiras.

“Todos os animais têm um papel [na conservação], todos os animais fazem parte de um ciclo de vida, de um ciclo alimentar”, enfatizou Anabela Rodrigues, ativista ambiental e antiga diretora da Fundação Mundial para a Natureza (WWF, na sigla inglesa) em Moçambique, falando à Lusa à margem do evento.

Rodrigues assinalou que a proteção das espécies faunísticas é fundamental para o equilíbrio dos ecossistemas e para a economia dos países, o que impõe uma ação mais forte para a conservação animal.

Sobre a mobilização de jovens estudantes para a exposição que hoje arrancou, aquela ativista defendeu a importância de os temas sobre o ambiente serem incutidos nos mais novos para uma mudança de paradigma na forma como se lida com estes assuntos.

“A vitória da conservação vai depender de nós mudarmos muito os nossos hábitos de consumo e a forma como produzimos aquilo de que precisamos. As pessoas mais velhas já se acomodaram, já se habituaram” a algumas rotinas perniciosas ao ambiente, enfatizou.

“Os jovens têm o papel de se educar a si próprios e de pôr pressão na família” para uma modificação de comportamento face às mudanças climáticas.

Por seu turno, Zeferino Martins, antigo ministro da Educação de Moçambique e moderador na mesa-redonda alusiva à exposição, defendeu a necessidade de edificação de “uma cidadania responsável e sensível à conservação do ambiente”, visando a garantia da sustentabilidade da natureza.

“Eles é que são os homens e mulheres de amanhã e terão de encontrar soluções para proteger o nosso planeta”, frisou.

No caso de Moçambique, as questões ambientais colocam-se de forma mais aguda, tendo em conta a intensidade crescente com que o país sofre com o impacto de ciclones e outros desastres naturais.

A exposição “Bichos de Cá, Bichos de Lá” vai durar um mês, resulta de parcerias entre instituições públicas e privadas de Moçambique, Portugal e Brasil e conta com o patrocínio da Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC, sigla inglesa).

Leia Também: Documento que pede ‘Outra Política para a Cultura’ apresentado hoje

Deixe um comentário