Novo livro de João Luís Barreto Guimarães sai quinta-feira

Este novo livro marca o “grande e auspicioso” regresso à literatura do poeta e médico, que vive entre o rio, na Foz do Douro, e as colinas de Venade, no Alto Minho, naquela que é a sua sétima obra publicada pela Quetzal, anunciou a editora.

Escritos entre 2020 e 2022 no Porto, Leça da Palmeira, Venade, Torre da Medronheira e algumas cidades europeias, os poemas de “Aberto Todos os Dias” evocam os dias “do fechamento”, mas também, finalmente, aquilo que está “aberto todos os dias”: o livro, o mundo, o que permanece vivo apesar das pandemias, do esquecimento ou da banalidade, das “coisas à espera de vez”.

Como descreve a editora, a poesia de João Luís Barreto Guimarães oscila, sempre, entre a contemplação da História, a ironia sobre as coisas comuns e quotidianas, a transformação dos sentimentos em meditação sobre a passagem do tempo, a construção de um universo próprio com as suas personagens, obsessões e descobertas.

O autor distingue-se ainda por ter encetado há muito a busca de uma linguagem única e de uma forma singular no panorama da poesia portuguesa e europeia.

Publicada em várias línguas, a sua obra oscila entre a melancolia e a ironia, sendo comparável a poetas da tradição europeia, como Cesário Verde e Philip Larkin, sem ficar preso às fronteiras de uma lírica confessional.

Além de ser um dos poetas portugueses mais publicados no estrangeiro, João Luís Barreto Guimarães foi já finalista de vários prémios internacionais e venceu recentemente o Prémio Pessoa, um dos mais importantes galardões a distinguir personalidades nacionais, no campo literário, artístico ou científico.

Por ocasião da atribuição do Prémio Pessoa, o júri destacou que Barreto Guimarães “alia à virtude da palavra e da imaginação, uma reflexão por vezes irónica, por vezes realista, sempre duramente trabalhada, sem prejuízo do efeito estético na construção do poema”.

“Homem culto, participante ativo da cultura europeia cosmopolita, a sua sensibilidade poética transita da literatura para as outras artes com uma fluidez que não recusa a tinta sentimental ou a demonstração consciente da inconsciência da condição humana”, acrescentou.

Sobre a obra, o júri afirmou tratar-se de um “testemunho de um tempo, o de agora, e de um tempo antigo, clássico, universal, reconhecível pela inteligência e a emoção”, na medida em que traduz tudo o que o poeta “vê e o que observa, o que sente e o que pensa, e sobre o outro, com uma atenção permanente”.

Nascido no Porto, em 03 de junho de 1967, João Luís Barreto Guimarães publicou, em edição de autor, o primeiro livro de poesia, “Há Violinos na Tribo”, em 1989.

Com 13 livros de poesia já publicados, os primeiros sete foram reunidos em 2011, numa “Poesia Reunida” editada pela Quetzal.

Em 2016, lançou “Mediterrâneo”, por esta editora, que conquistou o Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa e “foi publicado em Espanha, Itália, França, Polónia, Egipto, Grécia, Sérvia e Estados Unidos, onde recebeu o Willow Run Poetry Book Award 2020”.

O seu livro anterior, “Movimento”, de 2020, venceu o Grande Prémio de Literatura dst.

João Luís Barreto Guimarães é também médico e professor de Introdução à Poesia para estudantes de Medicina, no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, da Universidade do Porto.

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