ONGD recebem com "entusiasmo" nova presidente do Instituto Camões

A nova presidente do Camões, que toma posse esta sexta-feira, “é uma escolha que afirma e valoriza a cooperação portuguesa e responde à prioridade da Estratégia da Cooperação Portuguesa 2030 (ECP 2030) de reforçar a capacidade técnica” do instituto, afirmou à Lusa a Plataforma Portuguesa das ONGD.

A estrutura, que representa 65 ONGD portuguesas, “recebeu com entusiasmo a notícia da designação de Ana Paula Fernandes como próxima presidente do Camões”, e sublinhou que a gestora é, “desde o processo de fusão deste instituto com o extinto IPAD” [Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, em 2011], a “primeira” líder do Camões “cuja experiência profissional se centra na área da cooperação internacional”, declarou a Plataforma, numa declaração enviada à Lusa.

Ana Paula Fernandes, 50 anos, é licenciada em Relações Internacionais pela Universidade do Minho, tem uma pós-graduação em Assuntos Europeus pelo ISEG e um mestrado em Cooperação Internacional pelo ISCTE.

Entre as várias funções que desempenhou foi assessora de João Gomes Cravinho quando o atual chefe da diplomacia portuguesa assumiu as funções de secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, entre 2005-2009.

Foi depois conselheira técnica na Delegação Permanente de Portugal junto da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, organização onde ascendeu e exerceu durante quatro anos as funções de vice-presidente do Comité de Apoio ao Desenvolvimento (CAD), estrutura que tem como função a monitorização e avaliação das políticas públicas de cooperação dos seus estados-membros.

A nova presidente do Camões, em funções desde o passado dia 17, ainda que apenas seja formalmente empossada esta sexta-feira, desempenhava até ao início da semana as funções de chefe de unidade de Prospetiva, Reforma de Políticas e Relações Globais da OCDE, onde era coordenadora do trabalho da Direção de Desenvolvimento da organização naquelas áreas.

A experiência e envolvimento “em vários processos de avaliação entre pares a países membros da OCDE, contribuirão para implementar as melhores práticas internacionais no trabalho [da cooperação e desenvolvimento a ser] feito por Portugal”, vaticina a Plataforma das ONGD, que “reconhece na nova presidente do Camões uma capacidade notável de compreensão dos desafios globais e da importância da cooperação internacional na construção das soluções aos desafios que, coletivamente, enfrentamos”.

“Nos últimos anos, a experiência na OCDE, onde liderou o gabinete dedicado a desenhar respostas a diferentes tipos de cenários, será particularmente útil para o processo de implementação da ECP 2030, e na resposta aos desafios que se colocarão”, acrescentou o organismo-cúpula das ONGD portuguesas.

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